Rogério Ceni assumiu a culpa pela derrota do Bahia frente ao Remo (2 a 1) e descreveu a atual fase como a mais complicada desde o drama do rebaixamento em 2023.

Técnico Ceni assume responsabilidade pelo vexame do Bahia e menciona a pior fase do clube desde 2023.
Fonte: atarde.com.br | Reprodução

Contexto histórico e a fase pós‑2023

O retorno à Série A em 2024 trouxe esperança, mas o clube ainda carrega as cicatrizes da queda de 2023. Na temporada de 2023, o Bahia terminou na 19ª posição, com 34 pontos, 32 gols sofridos e apenas 26 marcados, culminando no rebaixamento que ainda pesa nas decisões estratégicas.

O estilo de jogo adotado por Ceni

Ceni optou por um esquema 4‑3‑3 de posse, exigindo transição rápida e construção meticulada. No confronto contra o Remo, a equipe falhou na fase de saída de bola, cometendo 18 passes errados nos primeiros 30 minutos, o que comprometeu a criação de oportunidades de gol.

Estatísticas da partida contra o Remo

Posse de bolaBahia 42 % – Remo 58 %
FinalizaçõesBahia 7 – Remo 9
Finalizações no alvoBahia 3 – Remo 5
Passes completadosBahia 312/560 – Remo 398/610
GolsBahia 1 – Remo 2

Os números revelam a incapacidade do Tricolor de impor seu ritmo e converter chances em gols.

Comparativo de desempenho nas últimas três temporadas

AnoPontosGols MarcadosGols SofridosPosição
202334263219ª (rebaixado)
202444383112ª
2025484229
2026 (até 24/04)1291115ª

A tendência mostra melhora gradual, porém a baixa produção ofensiva de 2026 ameaça o avanço da equipe.

Cronologia dos últimos confrontos decisivos

  • 23/01/2026 – Bahia 1×1 Botafogo (Copa do Brasil)
  • 08/02/2026 – Bahia 0×2 Fluminense (Campeonato Brasileiro)
  • 22/04/2026 – Bahia 1×2 Remo (Copa do Brasil, 5ª fase – ida)

Esses resultados evidenciam a dificuldade do time em jogos de mata‑mata, onde a margem de erro é mínima.

Reação da torcida e o clima na Fonte Nova

Os cantos de "time pipoqueiro" e o irônico "olé" refletiram a frustração da torcida. Em ambientes de alta pressão, o apoio pode virar crítica, afetando a confiança dos atletas e exigindo um gerenciamento psicológico mais robusto por parte da comissão.

Impacto no mercado de transferências

A queda de rendimento reduz o valor de mercado dos jogadores e dificulta negociações. Analistas apontam que atacantes como Gilberto e Zé Rafael podem ter sua cotação depreciada, enquanto a diretoria pode buscar reforços pontuais para melhorar a eficiência ofensiva.

Visão tática de especialistas

Especialistas em tática apontam que o Bahia ainda não encontrou a "zona de conforto" no 4‑3‑3. A falta de um "pivot" criativo no meio‑campo, aliado à ausência de um "target man" de referência, compromete a capacidade de romper linhas defensivas compactas como a do Remo.

Desdobramentos futuros e a volta ao segundo jogo

O próximo confronto, marcado para 06/05/2026, será decisivo para a continuidade na Copa do Brasil. Ceni já sinalizou ajustes na pressão alta e maior risco nas jogadas de bola parada, buscando suprir a deficiência de gols.

A Visão do Especialista

Para reverter a fase crítica, o Bahia precisa equilibrar posse e verticalidade, incorporando um "false nine" que atraia a defesa adversária. A curto prazo, a contratação de um meia ofensivo com visão de jogo pode ser a solução para destravar a produção de gols e restaurar a credibilidade da equipe perante a torcida.

Compartilhe essa reportagem com seus amigos.