Um avião E‑3 Sentry da Força Aérea dos EUA foi atingido por mísseis e drones iranianos na Base Aérea Príncipe Sultan, na Arábia Saudita, na sexta‑feira (27) de março de 2026. A informação foi confirmada pela CNN ao analisar imagens de satélite que mostraram a cauda quebrada e a cúpula de radar no solo.

O E‑3 Sentry, popularmente conhecido como avião espião, integra o sistema AWACS (Airborne Warning and Control System). Essa plataforma aérea fornece vigilância, comando e controle aéreos em tempo real para forças militares.
Segundo analistas, o dano à cúpula rotativa de 9 m compromete a capacidade de rastreamento de alvos aéreos e terrestres. A perda parcial da aeronave reduz a cobertura de monitoramento da região.
Qual o histórico do avião espião dos EUA?
A produção do E‑3 Sentry começou em 1977 e encerrou-se em 1992, totalizando 31 unidades construídas. O modelo foi desenvolvido a partir do Boeing 707 comercial.
Além dos Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Arábia Saudita, a Turquia, a Itália e o Chile operaram ou ainda operam a aeronave. A maioria das forças da OTAN conta com ao menos um exemplar.
O custo unitário do E‑3 Sentry ultrapassa US$ 540 milhões, refletindo sua tecnologia avançada.
- Radar rotativo de 9 m de diâmetro capaz de detectar alvos a até 310 mil km².
- Valor estimado: US$ 540 milhões por aeronave.
- Frota americana: 16 unidades em operação, com seis na base afetada.
- Substituição prevista: Boeing E‑7 Wedgetail a partir de 2027.
O dano ao Sentry pode limitar temporariamente a capacidade dos EUA de coordenar missões de combate e proteger frotas aéreas. O Pentágono ainda não divulgou declaração oficial.
Quais são as repercussões regionais e internacionais?
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que destruiu a aeronave em retaliação a ataques israelenses. O comunicado foi divulgado em 29 de março.
O Departamento de Defesa dos EUA classificou o incidente como "evento de segurança" e iniciou investigação. Ainda não há indicação de que o ataque tenha causado vítimas.
Para a Arábia Saudita, a perda parcial do AWACS eleva a vulnerabilidade da sua defesa aérea. O país depende da presença americana para monitoramento do espaço aéreo.
Aliados da OTAN monitoram o episódio, temendo que a interrupção do AWACS afete operações conjuntas no Oriente Médio. O Reino Unido e a França expressaram preocupação.
O que acontece agora?
Os EUA devem avaliar o grau de comprometimento da missão AWACS e planejar o reenvio de outra aeronave ou o uso de ativos terrestres. A decisão será comunicada ao Congresso.
Diplomaticamente, Washington pode buscar respostas no Conselho de Segurança da ONU e pressionar o Irã por meio de sanções. O incidente pode influenciar as negociações sobre o programa nuclear iraniano.
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