Donald Trump afirmou estar pronto para encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz continue fechado. A informação vem do Wall Street Journal, que citou autoridades da Casa Branca na segunda‑feira, 30 de março de 2026.
Segundo a reportagem, uma operação para reabrir Ormuz prolongaria o conflito além das quatro a seis semanas previstas. A avaliação foi feita pelo presidente e sua equipe estratégica, que consideram o risco de extensão da guerra.
Trump definiu como prioridade o enfraquecimento da marinha iraniana e de seu arsenal de mísseis, além da redução das hostilidades atuais. O objetivo seria pressionar Teerã a restaurar o fluxo livre de comércio marítimo.
Qual a importância estratégica do Estreito de Ormuz no conflito?
Ormuz controla cerca de um terço do petróleo transportado mundialmente, tornando‑se ponto crítico para a segurança energética global. Seu fechamento afeta rotas de navegação, exportações e preços internacionais.
Mesmo com o estreito parcialmente bloqueado, a estratégia dos EUA busca que Teerã retome rapidamente o tráfego comercial. A pressão diplomática acompanha a campanha militar.
Se a reabertura falhar, Trump pretende solicitar que aliados europeus e do Golfo assumam a tarefa de destravar o passo marítimo. Essa medida seria coordenada com parceiros da OTAN e da Coalizão do Golfo.
O que dizem as autoridades da Casa Branca?
Karoline Leavitt, secretária de imprensa, declarou que Trump pode pedir aos países árabes que contribuam financeiramente para a guerra contra o Irã. A ideia ainda não foi confirmada oficialmente pelo presidente.
Leavitt acrescentou que a proposta de cobrar custos aos Estados árabes já circula nas discussões internas do Executivo. Ela indicou que o tema será abordado em breve.
Segundo a mesma fonte, as declarações públicas do Irã divergem das posições adotadas em conversas privadas com autoridades americanas. Contudo, o Irã teria aceitado alguns pontos de Washington em negociações confidenciais.
Quais são as possíveis consequências militares?
Trump alertou que, caso o Irã não reabra o estreito, usinas de energia e poços de petróleo iranianos poderão ser destruídos. A ameaça visa forçar a capitulação de Teerã.
Em retaliação, o Irã descreveu as propostas de paz dos EUA como "irrealistas" e disparou ondas de mísseis contra Israel. O episódio eleva a tensão na região do Oriente Médio.
- 30/03/2026 – WSJ publica entrevista com assessores de Trump sobre a decisão de encerrar a guerra sem reabrir Ormuz.
- 31/03/2026 – Karoline Leavitt menciona possibilidade de cobrar custos aos países árabes.
- 01/04/2026 – Comunicado oficial da Casa Branca indica progresso nas negociações com Teerã.
- Próximas semanas – Expectativa de pressão diplomática sobre aliados europeus e do Golfo para assumir a reabertura do estreito.
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