Corinthians demitiu Dorival Jr. após a derrota por 1 a 0 para o Internacional. O clube oficializou a saída na manhã de 7 de abril de 2026, encerrando quase um ano de comando.
O duelo na Neo Química Arena evidenciou falhas táticas. O Timão sofreu pressão alta, perdeu a posse de bola em 58 % dos minutos e não conseguiu criar chances claras, com apenas 3 finalizações a favor.
Apesar de três troféus, o histórico de Dorival ficou aquém das expectativas. Ele colecionou um Campeonato Paulista (2025), a Copa do Brasil (2025) e a Supercopa Rei (2026), mas acumulou 19 derrotas em 63 jogos.
Qual o panorama atual da equipe?
O Corinthians vive um jejum de nove partidas sem vitória. Na tabela, ocupa a 16ª posição com apenas 10 pontos, a oito do Z‑4.
| Estatística | Valor |
|---|---|
| Partidas | 63 |
| Vitórias | 25 |
| Empates | 19 |
| Derrotas | 19 |
| Aproveitamento | 50 % |
A análise tática aponta falta de equilíbrio entre defesa e ataque. O esquema 4‑2‑3‑1 foi pouco efetivo, com laterais recuados e meio‑campo sem criatividade para romper a marcação rival.
- Derrota para Internacional (1‑0)
- Empates contra Cruzeiro, Santos, Chapecoense e Flamengo
- Derrota para Fluminense no Maracanã
- Eliminação nas quartas da Paulista contra a Portuguesa
O que dizem os especialistas?
Marcelo Paz, diretor executivo, agradeceu a trajetória de Dorival. "Reconhecemos as conquistas, mas a falta de resultados recentes nos obriga a mudar", afirmou em coletiva na arena.
William Batista, técnico do sub‑20, assume o comando interino. A equipe treinará sob sua orientação na segunda‑feira, enquanto a diretoria avalia opções definitivas.
O mercado aponta nomes como Fernando Diniz, Abel Braga e o jovem Paulo Victor como possíveis substitutos. Cada candidato traz um perfil distinto de filosofia de jogo e experiência.
Quais os desdobramentos para o elenco?
Os jogadores-chave sentem a pressão da zona de rebaixamento. Atacantes como Giuliano e Róger Guedes precisam melhorar a conversão de finalizações, enquanto a defesa busca maior solidez.
Comparado a outras demissões recentes, a saída de Dorival segue a tendência de clubes que buscam reverter crises no meio da temporada. Exemplos incluem a demissão de Renato Gaúcho no Grêmio e de Abel Ferreira no Palmeiras.
Nos próximos dias, o Timão encara o Fortaleza em casa e o Bahia fora, jogos decisivos para fugir do Z‑4. O técnico interino terá pouco tempo para implementar ajustes táticos.
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