Datafolha publica nesta sexta‑feira (12/04/2026) a mais recente sondagem sobre as intenções de voto para a Presidência da República em 2026. O levantamento, encomendado pela Folha de S. Paulo, traz uma leitura de momento da disputa entre os principais nomes da política nacional.
A pesquisa abrangeu 2.004 eleitores entre 7 e 9 de abril, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95 %. O método foi híbrido, combinando entrevistas presenciais e por telefone, seguindo o registro oficial nº BR‑03770/2026 no TSE.
No primeiro turno, o presidente Lula (PT) perde a vantagem histórica e empata com Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) dentro da margem de erro. Essa igualdade indica uma corrida mais competitiva que as projeções de 2022.
O que revelam os números do primeiro turno?
O Datafolha simulou três cenários de segundo turno, sempre com Lula como candidato. Em cada confronto, a diferença entre os concorrentes ficou dentro da margem de erro, sugerindo que o resultado final ainda depende de fatores externos ao levantamento.
Os nomes testados incluíram, além de Lula, os seguintes candidatos e partidos:
- Flávio Bolsonaro – Partido Liberal (PL)
- Ronaldo Caiado – Partido Social Democrático (PSD)
- Romeu Zema – Novo
- Jair Bolsonaro – inelegível até 2030 (TSE)
- Governador Ratinho Jr. (PSD) e Eduardo Leite (PSD) – ainda em fase de teste
Na simulação Lula × Flávio Bolsonaro, o ex‑presidente lidera com 45 % contra 42 % do adversário. A diferença de 3 pontos está dentro da margem de erro, o que indica que a vitória ainda não está garantida.
Quando o segundo turno coloca Lula contra Ronaldo Caiado, a pesquisa indica 44 % a 43 %. O estreito intervalo reforça a volatilidade do eleitorado centrista.
Já no confronto Lula × Romeu Zema, os números apontam 46 % a 41 %. Ainda assim, a proximidade dos percentuais evidencia um cenário de alta competitividade.
Qual a visão dos analistas políticos?
Especialistas destacam que a margem de erro de 2 pontos pode transformar um líder em segundo colocado. Eles recomendam cautela ao interpretar os resultados, lembrando que pesquisas são instantâneos e não previsões definitivas.
Analistas de mercado apontam que a incerteza eleitoral tem provocado oscilações nos índices da bolsa e na cotação do real. Investidores acompanham de perto as próximas sondagens para ajustar estratégias de risco.
Quais são os próximos passos das campanhas?
Partidos já iniciam a fase de alianças estratégicas, buscando acordos para o possível segundo turno. As lideranças estão mobilizando bases regionais e definindo mensagens de campanha.
O Datafolha continuará divulgando novos levantamentos a cada duas semanas, acompanhando a evolução das preferências. Acompanhar a metodologia e o recorte da amostra é essencial para entender as variações.
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