Datafolha divulgou, neste sábado (11/4), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em empate técnico no cenário de segundo turno e, pela primeira vez, fica numericamente atrás de Flávio Bolsonaro (PL).

Na simulação de segundo turno, Flávio registra 46 % das intenções de voto, enquanto Lula alcança 45 %. Ambos os resultados permanecem dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Contra Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), Lula mantém 45 % das preferências, frente a 42 % de cada adversário.
Como foi realizada a pesquisa?
- Entrevistados: 2 004 eleitores.
- Abrangência: 137 cidades brasileiras.
- Período de coleta: 7 a 9 de abril de 2026.
- Registro oficial no TSE: código BR‑03770/2026.
A metodologia empregada pela Datafolha segue as normas de transparência exigidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O que indica a simulação do primeiro turno?
Na hipótese de primeiro turno, Lula mantém 39 % das intenções, enquanto Flávio oscila entre 33 % e 35 %. Essa variação aponta para uma estabilização da base do presidente e um crescimento da candidatura do senador.
Outros nomes testados apresentaram desempenho limitado: Caiado subiu de 4 % para 5 %, Zema recuou de 5 % para 4 %. Aldo Rebelo (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) registraram apenas 1 % cada.
Votos brancos ou nulos somam 10 % e 4 % dos entrevistados afirmam não saber em quem votar.
Quais são os índices de rejeição e de conhecimento dos candidatos?
Lula é rejeitado por 48 % dos eleitores; Flávio Bolsonaro tem rejeição de 46 %. Ambos apresentam alto grau de familiaridade: 99 % conhecem o presidente e 93 % reconhecem o senador.
Entre os demais concorrentes, Zema e Caiado apresentam menor rejeição (17 % e 16 %, respectivamente) e alto nível de desconhecimento. Zema é desconhecido por 56 % do público, Caiado por 54 %.
Esses indicadores reforçam a polarização da disputa presidencial, com poucos eleitores indecisos entre os dois principais.
O que acontece agora?
Com a pesquisa registrada no TSE, os partidos têm até 6 de maio para regularizar títulos de eleitores e iniciar a fase oficial da campanha. O calendário eleitoral prevê debates, propaganda eleitoral gratuita e a definição dos candidatos oficiais nas convenções partidárias.
Os próximos dias serão decisivos para a estratégia dos candidatos, que buscarão consolidar apoio nas regiões onde ainda há margem para mudança.
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