Um elevador acionado a 25 metros de distância caiu, matando Gabriel de Jesus Firmino, responsável pela montagem do palco do show de Shakira, na Praia de Copacabana, no domingo (26) de abril de 2026.
Acionamento do elevador a 25 metros
De acordo com a PCERJ, o equipamento foi operado a 25 metros do local onde o trabalhador permanecia dentro da cabine, provocando a queda abrupta. O erro de posicionamento do controle remoto foi apontado como fator crítico.
Investigação da PCERJ
A Polícia Civil classificou o caso como possível homicídio culposo, investigando negligência na operação e falha de segurança. Os investigadores buscam determinar se houve violação de normas técnicas ou omissão de procedimentos.
Perfil da vítima
Gabriel de Jesus Firmino, 28 anos, coordenava a preparação de quatro elevadores que sustentariam a estrutura do palco. Ele possuía certificação de NR-18 e atuava há mais de cinco anos no segmento de eventos ao ar livre.
Resposta das equipes de socorro
A Brigada de Incêndio prestou os primeiros socorros imediatamente, seguida pelo SAMU, que transportou a vítima ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Apesar dos esforços, Firmino faleceu nas primeiras horas de internação.
Reação da produção e da artista
A organização do concerto divulgou nota informando que Shakira foi comunicada do acidente e mantém contato para atualizações. A produtora prometeu divulgar o laudo pericial assim que disponível.
Histórico de acidentes com elevadores em eventos
Incidentes envolvendo elevadores de palco são raros, mas já registrados em grandes festivais no Brasil e no exterior. Casos anteriores revelam falhas de comunicação entre operadores e equipes de montagem.
Normas técnicas e obrigações legais
A ABNT NBR 15575 e a NR-12 regulam a segurança de equipamentos de elevação em ambientes temporários. O descumprimento dessas normas pode gerar responsabilidade civil e penal para a empresa organizadora.
Repercussão no mercado de eventos
Empresas de produção estão revisando protocolos de segurança, reforçando treinamentos e adotando sistemas de bloqueio remoto. Seguradoras aumentaram as exigências de auditoria técnica antes de liberar coberturas.
Opinião de especialistas
O engenheiro estrutural Dr. Carlos Menezes destaca a necessidade de "zona de exclusão" ao operar elevadores a mais de 20 metros de distância. Já a advogada trabalhista Ana Lúcia Silva alerta para a responsabilidade solidária entre contratante e subcontratado.
Dados de incidentes semelhantes
| Ano | Local | Fatalidades | Motivo |
|---|---|---|---|
| 2019 | São Paulo – Festival de Inverno | 1 | Falha de freio |
| 2021 | Rio de Janeiro – Carnaval | 2 | Operação fora da zona segura |
| 2024 | Salvador – Rock in Rio | 0 | Intervenção preventiva |
| 2026 | Rio de Janeiro – Show de Shakira | 1 | Acionamento a 25 m |
A Visão do Especialista
Com base nas evidências preliminares, a conclusão aponta para falha humana combinada a lacunas nos procedimentos de segurança. É imperativo que a indústria adote tecnologias de geolocalização e bloqueio automático para evitar acionamentos fora da zona de risco, reduzindo a probabilidade de novos acidentes fatais.
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