Eduardo Oinegue, renomado jornalista da Band, confessou sentir‑se "imbecil" ao perceber que havia sido enganado por Paulo Henrique Costa, ex‑presidente do BRB, preso nesta quarta‑feira (18/04/2026) após a Operação Compliance Zero.

Contexto histórico da Operação Compliance Zero
A investigação faz parte de um amplo esforço da Polícia Federal para desmantelar esquemas de corrupção que envolvem instituições financeiras públicas desde 2019. O caso ganha destaque por ligar um banco estatal a um suposto "esquema bilionário" de fraude e lavagem de dinheiro.
Detalhes da prisão de Paulo Henrique Costa
A decisão do ministro André Mendonça, do STF, autorizou a prisão preventiva de Costa por suspeita de receber R$ 150 milhões em propina de Daniel Vorcaro. As acusações incluem pagamento por imóveis e favores para viabilizar operações que poderiam comprometer o patrimônio do BRB.
O vínculo entre BRB e Banco Master
Em 2025, o BRB avançava na negociação para adquirir o Banco Master, operação vista como estratégica para expandir a atuação no crédito consignado. Analistas de mercado acompanhavam a negociação com expectativa de valorização das ações e fortalecimento da presença estatal no setor.
Esquema de fraude e perdas estimadas
Segundo Oinegue, Costa teria facilitado a compra de carteiras de crédito "fantasma" no valor de cerca de R$ 12 bilhões, gerando um rombo potencial de, no mínimo, R$ 5 bilhões ao BRB. Investidores temem que o impacto reverbere em toda a rede de bancos públicos.
Dados da propina e dos imóveis envolvidos
| Beneficiário | Valor da Propina | Imóveis |
|---|---|---|
| Paulo Henrique Costa | R$ 150 milhões | 6 apartamentos (4 SP, 2 BSB) |
| Daniel Vorcaro | Não divulgado | Transferência de patrimônio |
Os seis apartamentos foram usados como "cobertura" para a transferência dos recursos ilícitos.
Impacto financeiro no BRB
Especialistas apontam que o rombo projetado de R$ 5 bilhões pode subir acima de R$ 7 bilhões caso novas irregularidades sejam confirmadas. A bolsa reagiu com queda de 3 % nas ações de bancos estatais, refletindo a insegurança dos investidores.
Reação de Eduardo Oinegue na Band
Oinegue criticou duramente a postura de Costa nas entrevistas, apontando que o jornalista havia sido "enganado" ao confiar nas declarações do executivo. Ele destacou a importância de um jornalismo investigativo que não se deixe levar por aparências.
Mensagens trocadas como evidência
- "Olha, conversei com a minha esposa, estaremos em São Paulo na próxima semana, seria legal mostrar o apartamento pra ela." – Costa a Vorcaro.
- "Estou empolgado com o que estamos construindo." – Costa, indicando entusiasmo com a fraude.
Essas conversas reforçam a ligação direta entre o ex‑presidente e o investidor privado, sugerindo benefício pessoal.
Possível delação de Daniel Vorcaro
Fontes indicam que Vorcaro pode apresentar delação premiada ainda em maio, o que pode revelar outros envolvidos e ampliar o escopo da investigação. O Ministério Público já sinaliza a abertura de novos processos contra executivos do Banco Master.
Implicações para a governança de bancos públicos
O caso reacende o debate sobre controles internos, auditorias independentes e a necessidade de maior transparência nas decisões estratégicas de instituições como o BRB. Propostas de reforma incluem a criação de um comitê de ética com participação da sociedade civil.
Repercussão política e econômica
Políticos de oposição exigem a demissão de todos os gestores ligados ao escândalo, enquanto o governo federal promete reforçar a fiscalização. O mercado financeiro acompanha de perto, temendo que novos desdobramentos afetem a confiança no sistema bancário público.
A Visão do Especialista
Para o analista de risco financeiro Dr. Marcos Azevedo, a prisão de Costa representa um ponto de inflexão que pode levar a uma reavaliação profunda das práticas de governança nos bancos estatais. Ele recomenda que investidores acompanhem as delações de Vorcaro e que o BRB implemente imediatamente auditorias externas para mitigar danos futuros.
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