O Exército cumpriu nesta sexta‑feira (10) a ordem do ministro Alexandre de Moraes e prendeu três militares condenados pela tentativa de golpe de Estado. O major da reserva Ângelo Denicoli foi detido em casa, no Espírito Santo, enquanto o tenente‑coronel Guilherme Marques de Almeida e o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues foram recolhidos ao Batalhão de Polícia do Exército em Brasília.

Militares condenados por golpe são presos pelo Exército após ordem do ministro Moraes.
Fonte: sbtnews.sbt.com.br | Reprodução

As prisões foram autorizadas após o STF negar os recursos apresentados pelos acusados. A decisão reforça a estratégia "tática" do Judiciário de neutralizar a rede de desinformação que, segundo a acusação, visava as urnas eletrônicas nas eleições de 2022.

Este movimento marca a primeira execução de mandados de prisão definitiva contra integrantes do núcleo golpista. Até o momento, dois agentes ainda permanecem foragidos: o engenheiro Carlos Cesar Rocha e o coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu.

Qual o histórico dos condenados e o impacto no cenário político?

Denicoli, Almeida e Rodrigues já haviam sido sentenciados em 2024 por participação ativa na "Operação Golpe". As penas variam de 8 a 12 anos, com regime inicialmente fechado, conforme a tabela de sentenças abaixo.

MilitarPenaRegime
Major Ângelo Denicoli12 anosFechado
Tenente‑coronel Guilherme Marques10 anosFechado
Subtenente Giancarlo Rodrigues8 anosFechado

Estatísticas do STF mostram que 57% dos processos contra agentes da "milícia política" avançaram nos últimos 12 meses. Essa taxa supera a média histórica de 38%, indicando um endurecimento nas decisões judiciais.

A defesa de Denicoli denunciou a prisão como "açodada" e questionou a legalidade do cumprimento durante a pendência de recurso. O argumento baseia‑se no Regimento Interno do STF e no Código de Processo Penal.

Como a sociedade e as instituições militares reagiram?

Comandantes do Exército ressaltaram que a ação não compromete a disciplina institucional. O general Tomás Paiva afirmou que o cumprimento de ordens judiciais faz parte da "tática de preservação da ordem constitucional".

Organizações civis celebraram a decisão como vitória da democracia. A Transparência Brasil divulgou um relatório que aponta aumento de 22% na confiança da população nas Forças Armadas após a prisão.

  • Data da prisão: 10/04/2026
  • Local: Espírito Santo (Denicoli) e Brasília (Almeida e Rodrigues)
  • Mandado: emitido por Alexandre de Moraes
  • Foragidos: Carlos Cesar Rocha e Reginaldo Vieira de Abreu

Especialistas em segurança nacional alertam que a remoção desses agentes pode criar vácuo operacional. A análise tática indica risco de reagrupamento de grupos extremistas em regiões menos monitoradas.

O que acontece agora?

Os presos serão encaminhados ao regime fechado e permanecerão sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército. O Ministério Público Federal acompanha o caso para garantir que não haja brechas jurídicas.

O STF deve julgar, ainda em 2026, novos pedidos de revisão de sentenças e a prisão dos dois foragidos. A decisão poderá definir precedentes sobre a aplicação de delações premiadas em casos de insurreição.

Enquanto isso, o Congresso debate projetos de lei que endurecem punições para crimes contra a ordem democrática. A expectativa é que o pleito legislativo influencie diretamente a estratégia de combate à desinformação eleitoral.

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