Família de um adolescente de 14 anos registrou denúncia à Polícia Civil após agressão violenta dentro da sala de aula do Centro de Ensino Médio Antônio Póvoa, em Dianópolis, Tocantins. O incidente ocorreu na segunda‑feira (30) durante o período letivo, logo após episódio de bullying.
Segundo a queixa, o estudante foi atingido com tapas na cabeça e socos na região do olho esquerdo por um colega. A agressão deixou edema, hematoma e sangramento ativo, exigindo quatro pontos na pálpebra.
A polícia abriu um boletim de ocorrência e solicitou exame pericial para identificar a dinâmica dos fatos. Até o momento, o laudo ainda não foi divulgado.
Qual o histórico de violência na escola?
A irmã do adolescente, Hemily Guimarães, revelou que o bullying não é recente. Ela conta que o irmão já havia sido agredido por três alunos uniformizados no ano anterior, o que o afastou da escola por quase dois meses.
Os relatos apontam que o jovem sofreu intimidação constante desde que ingressou no ensino fundamental. O clima hostil culminou na reprovação do 8.º ano e em sérias consequências psicológicas.
O atendimento de urgência do hospital local descreveu lesão com sangramento ativo e necessidade de sutura. O adolescente ainda apresenta dificuldade visual no olho afetado.
Os principais fatos podem ser resumidos em poucos pontos:
- Data da agressão: 30/03/2026.
- Idade da vítima: 14 anos.
- Local: Sala de aula do CEM Antônio Póvoa, Dianópolis‑TO.
- Tipo de violência: tapas, socos e corte na pálpebra.
- Medida disciplinar: suspensão de 3 dias ao agressor.
- Ações da Seduc: acompanhamento psicossocial e registro de BO.
A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que ativou o protocolo de segurança e prevenção à violência escolar. A equipe multidisciplinar foi mobilizada para apoio psicológico às vítimas e familiares.
A direção da escola afirma que o professor interveio imediatamente ao perceber a briga, separando os estudantes e acionando a gestão. Não há registro anterior de bullying entre os envolvidos, segundo a instituição.
Como a comunidade e as autoridades estão reagindo?
Especialistas em educação alertam que a falta de políticas efetivas contra o bullying aumenta o risco de incidentes graves. Recomenda‑se treinamento docente, monitoramento constante e canais de denúncia acessíveis.
O Conselho Tutelar foi acionado e a Superintendência Regional de Educação de Dianópolis iniciará acompanhamento social e psicológico dos estudantes. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Enquanto a perícia é concluída, a família espera justiça e medidas que evitem a repetição de episódios de violência escolar. Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.
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