Polícia Federal busca empresário carioca suspeito de liderar esquema de vazamento de dados confidenciais de ministros do STF. O mandatário, Marcelo Paes Fernandez Conde, está foragido desde a última sexta‑feira, após a abertura de investigação que aponta compra de informações fiscais sigilosas.
A operação recebeu autorização do ministro Alexandre de Moraes. A decisão judicial permitiu a expedição de mandados de busca e apreensão em duas capitais, Rio de Janeiro e São Paulo.
Conde, filho do ex‑prefeito Luiz Paulo Conde, é apontado como mandante do esquema. Segundo a PF, ele teria financiado o crime com dinheiro vivo e fornecido os CPFs dos alvos.
O que motivou a investigação?
Os indícios apontam financiamento de um grupo que visava obter informações fiscais de autoridades. O esquema teria incluído a compra de dados de ministros, familiares e assessores.
Os alvos abrangiam diversas esferas do poder. Entre as vítimas estavam:
- Ministros do Supremo Tribunal Federal;
- Deputados federais e ex‑senadores;
- Diretores de agências reguladoras;
- Empresários e altos funcionários da Receita Federal.
Servidores públicos, vigilantes e despachantes integraram a rede de acesso. A PF identificou a participação de funcionários da Secretaria da Receita Federal no vazamento.
Como se desenvolveu a operação da PF?
Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram em endereços comerciais e residenciais vinculados a Marcelo Conde.
Celulares e notebooks foram apreendidos para perícia digital. As equipes de criminalística analisam os dispositivos em busca de rastros de comunicação e pagamentos.
O STF confirmou múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita. A Procuradoria‑Geral da República informou que 1.819 contribuintes tiveram seus dados expostos.
Quais são os próximos passos?
A defesa de Marcelo Conde ainda aguarda o acesso à decisão judicial. O pedido de prisão preventiva permanece em análise nas instâncias superiores.
Investigadores consideram a possibilidade de delação premiada. Autoridades pretendem ampliar o inquérito para identificar outros participantes do esquema.
O caso pode gerar reformas no controle de acesso a informações fiscais. O Tribunal Superior Eleitoral e a Receita Federal estudam medidas de segurança reforçadas.
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