Nem toda flatulência exige visita ao médico. Excesso de gases, também chamado de flatulência, é comum, mas saber quando ele indica um problema de saúde é essencial.

Esses volumes são normalmente eliminados sem desconforto. O trato gastrointestinal produz, em média, 500 a 1500 ml de gás por dia, resultado da fermentação bacteriana e da ingestão de ar.

A dieta e os hábitos cotidianos são os principais vilões da distensão abdominal. Alimentos ricos em fibras, bebidas carbonatadas e o hábito de engolir ar ao falar ou mastigar chiclete aumentam a produção de gases.

Quais são os sinais de alerta que não podem ser ignorados?

Preste atenção a esses alertas. Entretanto, alguns sinais indicam que a flatulência pode estar associada a doenças mais graves.

  • Dor abdominal intensa ou cólica persistente
  • Perda de peso inexplicada
  • Sangue ou muco nas fezes
  • Diarreia crônica ou constipação persistente
  • Alterações súbitas após viagem ou uso de antibióticos
  • Histórico familiar de doença inflamatória intestinal

A maioria dos episódios tem origem em desequilíbrios dietéticos. Estudos epidemiológicos recentes mostram que cerca de 85 % dos casos de gases excessivos são funcionais, sem lesão estrutural.

A avaliação precoce evita complicações. Se algum dos alertas acima aparecer ou se a sensação de inchaço impedir atividades diárias, a consulta com um gastroenterologista é recomendada.

Como o gastroenterologista investiga o excesso de gases?

A investigação segue um algoritmo baseado em evidência. O médico inicia com anamnese detalhada, diário alimentar e exame físico; em seguida, solicita testes como hidrogênio expirado, exames de sangue e, se necessário, colonoscopia.

A probabilidade de condição grave é baixa, mas não inexistente. Segundo a Sociedade Brasileira de Gastroenterologia, menos de 5 % dos pacientes com gases excessivos são diagnosticados com doença inflamatória intestinal ou intolerância à lactose grave.

Qual o papel das mudanças de hábito no alívio dos sintomas?

Mudanças simples podem transformar o conforto digestivo. Adotar uma alimentação balanceada, reduzir alimentos fermentáveis (FODMAP), praticar atividade física regular e controlar o estresse são estratégias comprovadas para diminuir a produção de gás.

Sua saúde intestinal agradece. Se você reconheceu algum sinal de alerta ou quer melhorar sua qualidade de vida, procure um gastroenterologista e compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.