O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) desponta como o principal nome na corrida para o governo de Minas Gerais em 2026, de acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho de 2026. O levantamento, realizado entre os dias 22 e 26 do mesmo mês, revela que Cleitinho lidera todos os cenários nos quais é incluído, com intenções de voto variando entre 34% e 35%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-03490/2026, possui margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Os números da pesquisa Genial/Quaest
No primeiro cenário, Cleitinho aparece com 35% das intenções de voto, seguido por Alexandre Kalil (PDT), com 12%, e Patrus Ananias (PT), com 10%. O governador Mateus Simões (PSD) registra 6%, enquanto Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 4%. Já Ben Mendes (Missão) e Flávio Roscoe (PL) somam 2% cada, e Maria da Consolação (PSOL) apresenta 1%. Os indecisos representam 15%, enquanto 13% declararam voto branco, nulo ou abstenção.
Em um segundo cenário, sem grandes alterações, Cleitinho registra 34%, Kalil segue com 12%, e Patrus mantém 10%. O número de indecisos cresce para 17%, enquanto os votos brancos e nulos somam 12%. No terceiro cenário, o senador volta a alcançar 35%, com números similares para os demais candidatos.
Impacto da ausência de Cleitinho na disputa
Nos cenários em que Cleitinho é excluído, o panorama muda significativamente. Alexandre Kalil lidera com 15%, seguido por Patrus Ananias (13%) e Mateus Simões (9%). O número de indecisos sobe para 27%, enquanto 23% dos eleitores indicam que votariam em branco, nulo ou se absteriam. Essa alteração demonstra o impacto significativo que a possível ausência do senador teria na disputa.
Outro dado relevante da pesquisa é o alto índice de eleitores que ainda não definiram seu voto. Cerca de 63% dos entrevistados afirmaram que podem mudar de opinião até a data das eleições, enquanto apenas 36% se consideram decididos. Essa margem de volatilidade pode ser um fator decisivo nos próximos meses.
Simulações de segundo turno
Em possíveis cenários de segundo turno, Cleitinho também aparece com ampla vantagem. Contra Alexandre Kalil, o senador venceria com 44% das intenções de voto, enquanto Kalil ficaria com 29%. Nesse cenário, 15% dos eleitores estariam indecisos e 12% votariam em branco, nulo ou se absteriam.
Em uma disputa direta com Patrus Ananias, Cleitinho alcançaria 46%, enquanto o ex-prefeito de Belo Horizonte ficaria com 31%. Já um eventual confronto entre Mateus Simões e Alexandre Kalil resultaria em empate técnico, com 30% e 29%, respectivamente. Um cenário semelhante se repetiria entre Simões e Patrus Ananias, ambos com 30% das intenções de voto.
O peso da indefinição
Apesar dos números favoráveis, Cleitinho Azevedo ainda não confirmou publicamente sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Na convenção estadual do Republicanos, realizada em 25 de julho, o partido optou por adiar a definição sobre a chapa majoritária, que deverá ser oficializada até o prazo limite de 5 de agosto. A ausência de Cleitinho na convenção foi atribuída ao período de luto pela perda de seu irmão.
Nos bastidores, entretanto, aliados próximos indicam que o senador deve confirmar sua candidatura. O deputado estadual Eduardo Azevedo, irmão de Cleitinho, afirmou em entrevista que o parlamentar já teria decidido disputar o governo estadual. "Ontem eu conversei com ele, ele me falou que vai ser candidato ao governo", declarou.
Alternativas no Republicanos
Enquanto a candidatura de Cleitinho não é oficializada, o Republicanos tem discutido outros nomes para liderar a chapa. Um dos principais cotados é o ex-prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão, que atualmente é cogitado como possível vice na chapa do senador. Outra alternativa seria o ex-secretário Marcelo Aro (PP), que também está em diálogo com partidos aliados, como PP, União Brasil e Podemos, para uma possível aliança.
Essas discussões refletem o cenário político ainda indefinido em Minas Gerais, com o Republicanos e outros partidos buscando alinhar estratégias para a disputa pelo Palácio Tiradentes. A possibilidade de uma candidatura de Marcelo Aro também ganhou força, principalmente após um impasse no grupo do governador Mateus Simões sobre a definição de nomes para o Senado.
Fatores influenciadores e desafios
Especialistas apontam que a força de Cleitinho nas pesquisas pode ser atribuída à sua imagem de político próximo ao eleitorado, associada a uma postura combativa e a um discurso voltado às demandas populares. No entanto, sua participação efetiva na disputa ainda depende de definições internas no Republicanos e de fatores pessoais, como o luto recente.
Outro desafio é o alto índice de indecisos e de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo, especialmente nos cenários sem a presença de Cleitinho. Isso demonstra que, apesar de sua liderança, o panorama eleitoral mineiro ainda está em construção e sujeito a mudanças significativas.
A Visão do Especialista
A pesquisa Genial/Quaest oferece um panorama inicial do cenário político em Minas Gerais para 2026, mas também expõe a volatilidade do eleitorado e os desafios para os candidatos. A liderança de Cleitinho Azevedo reflete não apenas sua popularidade, mas também a fragmentação dos demais concorrentes. Caso confirme sua candidatura, o senador entrará na disputa como favorito, mas precisará solidificar sua base de apoio para garantir sua posição até a eleição.
Os números também indicam que, na ausência de Cleitinho, o cenário se torna altamente competitivo, com o aumento expressivo dos indecisos. Nesse contexto, alianças políticas e definições estratégicas serão decisivas para os candidatos que buscam se destacar. O período até a oficialização das candidaturas será crucial para determinar o futuro das eleições em Minas Gerais.
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