Uma nova pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada em 28 de abril de 2026, revela os índices de rejeição dos pré-candidatos ao governo de Minas Gerais e ao Senado Federal. Os dados mostram que os nomes mais conhecidos concentram também os maiores percentuais de rejeição entre os eleitores mineiros.

Candidatos rejeitados ao governo e Senado em Minas, com expressões de decepção e surpresa.
Fonte: www.em.com.br | Reprodução

Os números da rejeição ao governo de Minas Gerais

No cenário estadual, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), lidera o índice de rejeição, com 36% dos eleitores afirmando que não votariam nele "de jeito nenhum". Em segundo lugar aparece o senador Rodrigo Pacheco (PSB), com 28%, seguido pelo governador Mateus Simões (PSD) e pelo senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), ambos com 20%.

Outros nomes também figuram na lista: Gabriel Azevedo (MDB) aparece com 15% de rejeição, Ben Mendes (Missão) registra 12%, Flávio Roscoe (PL) tem 9%, e Maria da Consolação (Psol) apresenta o menor índice, com 8%.

Disputa pelo Senado: Aécio Neves lidera rejeição

Na corrida ao Senado, o deputado federal Aécio Neves (PSDB) se destaca negativamente com 51% de rejeição, um índice expressivo que o coloca como o mais rejeitado nesta categoria. Em seguida, aparecem Carlos Viana (PSD), com 16%, e Marília Campos (PT), com 15%.

Outros pré-candidatos também apresentam números relevantes: Domingos Sávio (PL), Vanessa Portugal (PSTU) e Eduardo Costa (Cidadania) têm 10% de rejeição cada. Jarbas Soares (PSB), Áurea Carolina (Psol) e Euclyes Pettersen (Republicanos) estão empatados com 9%, enquanto Marcelo Aro (PP) registra 8%.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa Genial/Quaest foi conduzida entre os dias 22 e 26 de abril de 2026, com uma amostra de 1.482 eleitores mineiros maiores de 16 anos. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%, o que garante alta precisão nos resultados apresentados.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MG-08646/2026, atendendo às exigências legais para pesquisas eleitorais.

Contexto histórico e impacto político

Minas Gerais, tradicionalmente, desempenha um papel estratégico nas eleições nacionais e estaduais devido ao seu peso populacional e político. A rejeição elevada de nomes como Alexandre Kalil e Aécio Neves pode indicar uma mudança no comportamento do eleitorado mineiro, refletindo insatisfação com lideranças já estabelecidas.

Historicamente, figuras que lideram índices de rejeição enfrentam dificuldades para reverter percepções negativas, especialmente em cenários polarizados. Isso pode impactar diretamente o resultado das eleições em 2026.

Fatores que influenciam a rejeição

Especialistas apontam que os altos índices de rejeição podem estar relacionados a questões como desgaste político, escândalos anteriores e posições controversas assumidas pelos candidatos. No caso de Aécio Neves, por exemplo, sua rejeição é atribuída a investigações e denúncias envolvendo seu nome nos últimos anos.

Já Alexandre Kalil, ex-prefeito de Belo Horizonte, enfrenta críticas relacionadas à sua administração na capital mineira, enquanto Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, recebe resistência por sua postura em temas sensíveis ao eleitorado.

Comparativo entre rejeição e intenções de voto

Embora a pesquisa Genial/Quaest tenha se concentrado nos índices de rejeição, é importante observar que esses números nem sempre refletem diretamente as intenções de voto. Candidatos com alta rejeição podem, em alguns casos, apresentar índices competitivos, especialmente em cenários fragmentados.

Por outro lado, uma alta rejeição dificulta a conquista de novos eleitores, criando barreiras para campanhas de convencimento e expansão de base eleitoral.

Candidato Rejeição ao Governo (%) Rejeição ao Senado (%)
Alexandre Kalil (PDT) 36% -
Aécio Neves (PSDB) - 51%
Rodrigo Pacheco (PSB) 28% -
Carlos Viana (PSD) - 16%
Marília Campos (PT) - 15%

Repercussão entre eleitores e especialistas

A divulgação dos índices de rejeição gerou debates intensos entre eleitores e analistas políticos. Para muitos, os números refletem um descontentamento generalizado com a política tradicional e uma busca por alternativas que representem renovação.

Analistas também destacam que os eleitores mineiros demonstram maior seletividade em relação aos seus representantes, o que pode indicar um aumento na exigência por transparência e resultados concretos.

A Visão do Especialista

De acordo com especialistas em ciência política, os altos índices de rejeição representam um desafio significativo para os pré-candidatos, especialmente em um estado como Minas Gerais, onde o eleitorado tem histórico de influenciar cenários nacionais.

Para reverter o quadro, os candidatos terão de investir em estratégias de comunicação que reconstruam sua imagem pública, além de apresentar propostas concretas e alinhadas às demandas do eleitorado. Contudo, a rejeição elevada pode ser um indicador de que mudanças profundas são necessárias no cenário político estadual.

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