No último relatório divulgado em 08/04/2026, o Grande ABC registrou 1.389 internações por doenças evitáveis, segundo dados da DGABC (www.dgabc.com.br), revelando um cenário alarmante para a saúde pública regional.

Essas admissões correspondem a 12,4 % das hospitalizações totais no período analisado, ultrapassando a média nacional de 9 % e indicando falhas na prevenção de enfermidades que poderiam ser evitadas.
Comparado ao mesmo período de 2025, o número de casos subiu 8 %, sinalizando que as estratégias de prevenção ainda não estão surtindo efeito suficiente.
Por que as doenças evitáveis continuam a gerar internações?
Fatores como falta de acesso a vacinas, baixa adesão a tratamentos preventivos e hábitos de vida inadequados são apontados como os principais gatilhos.
Condições crônicas não controladas – como hipertensão, diabetes e doenças respiratórias – aumentam a vulnerabilidade da população a complicações que demandam internação.
Alguns comportamentos de risco ainda prevalecem na região, como tabagismo, consumo excessivo de álcool e sedentarismo, agravando o quadro epidemiológico.
- Vacinação contra gripe e pneumonia: cobertura ainda abaixo de 70 %.
- Programas de rastreamento de hipertensão: alcance de apenas 55 % da população adulta.
- Campanhas de cessação do tabagismo: taxa de sucesso inferior a 30 %.
Qual o impacto desses casos no Sistema Único de Saúde (SUS)?
As internações evitáveis elevam a demanda por leitos de alta complexidade, pressionando a capacidade de atendimento dos hospitais públicos do Grande ABC.
O custo direto para o SUS ultrapassa R$ 12 milhões por trimestre, recursos que poderiam ser redirecionados a outras áreas críticas como oncologia e saúde mental.
Além do ônus financeiro, há um desgaste significativo dos profissionais de saúde, que enfrentam sobrecarga de trabalho e risco de burnout.
O que está sendo feito para reverter esse quadro?
Autoridades municipais lançaram a campanha "Saúde na Rede", focada em ampliar a vacinação e reforçar o acompanhamento de pacientes com doenças crônicas.
Parcerias com escolas e centros comunitários foram estabelecidas para promover hábitos saudáveis, incluindo atividades físicas e educação nutricional.
Investimentos em telemedicina também estão sendo ampliados, permitindo monitoramento remoto de pacientes e reduzindo a necessidade de internações.
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