Até 11 de fevereiro de 2026, a variante BA.3.2 – apelidada de "Cicada" – foi identificada em 23 países, mas ainda não chegou ao Brasil. Essa linhagem do SARS‑CoV‑2 apresenta cerca de 70 a 75 mutações na proteína spike, o que a torna "altamente divergente" segundo o CDC.

O nome "Cicada" foi escolhido por analogia ao inseto que emerge em massa após longos períodos subterrâneos. A variante reapareceu depois de um hiato de detecção, reforçando a ideia de um despertar súbito.
Detectada pela primeira vez em amostra respiratória da África do Sul em 22 de novembro de 2024, a BA.3.2 vem se espalhando gradualmente. O seu percurso geográfico inclui continentes da América do Norte, Europa e Ásia.

Quantos países já reportaram a presença da variante Cicada?
Até o início de 2026, 23 nações confirmaram a circulação da BA.3.2 em seus sistemas de vigilância. Entre elas, destacam‑se Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, Canadá, Austrália, Japão, Coreia do Sul, Índia, México, Argentina e África do Sul.
- Estados Unidos – 2025 (setembro)
- Reino Unido – 2025 (outubro)
- Brasil – ainda sem registro
- África do Sul – detecção inicial (nov/2024)
- Japão – 2025 (novembro)
- Outros 18 países – 2025‑2026
O fato de o Brasil ainda não ter casos confirmados não elimina a necessidade de vigilância. A ausência de registros pode refletir limitações de amostragem ou ainda a fase incipiente da disseminação.
Qual o risco real para a saúde pública?
Estudos preliminares indicam que a BA.3.2 possui capacidade de "escape" de anticorpos, podendo aumentar a chance de infecção ou reinfecção. Contudo, não há evidência de maior gravidade clínica em comparação com outras linhagens ômicron.
Os sintomas relatados permanecem semelhantes aos de variantes recentes: dor de garganta, tosse, congestão, fadiga, cefaleia, febre e, ocasionalmente, náuseas ou diarreia. Não foram observados aumentos significativos de hospitalizações ou óbitos.
Como as autoridades estão monitorando a variante Cicada?
O CDC combina vigilância genômica, rastreamento de esgoto e testes de swab nasal em viajantes para mapear a propagação. Essa abordagem integrada permite detectar a variante antes que ela se torne predominante.
- Sequenciamento de genomas virais em laboratórios parceiros
- Monitoramento de resíduos sanitários em grandes cidades
- Coleta de amostras nas fronteiras e aeroportos
- Compartilhamento de dados em tempo real com a GVN
Especialistas recomendam que a população continue as medidas de prevenção padrão: uso de máscara N95 em ambientes fechados, higienização das mãos e vacinação em dia. O reforço vacinal permanece eficaz contra formas graves da doença, mesmo diante da divergência genética da BA.3.2.
Em caso de sintomas suspeitos, faça o teste, isole‑se até a recuperação e siga as orientações de saúde local. O acompanhamento médico e o uso de máscara de alta filtragem ajudam a limitar a transmissão.
Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.
Discussão