O Brasil enfrenta um aumento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 18 estados apresentando tendência de crescimento a longo prazo. Segundo o Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 22 de maio de 2026, a alta está sendo impulsionada principalmente pelos vírus Influenza e pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), ambos causadores de infecções graves, especialmente em crianças e idosos.

Quais estados estão em alerta?
De acordo com o levantamento, apenas Rondônia não apresenta sinais de alerta. Já os outros estados estão em níveis de risco ou alto risco de incidência de SRAG. Os 18 estados com tendência de crescimento a longo prazo são:
- Acre
- Amapá
- Amazonas
- Bahia
- Espírito Santo
- Mato Grosso do Sul
- Minas Gerais
- Paraná
- Paraíba
- Pará
- Rio Grande do Norte
- Rio Grande do Sul
- Rio de Janeiro
- Roraima
- Santa Catarina
- Sergipe
- São Paulo
- Tocantins
Os principais causadores da alta
O Boletim InfoGripe aponta que o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por grande parte das internações, especialmente entre crianças pequenas, devido à bronquiolite infantil. Já nas demais faixas etárias, o principal responsável é o Influenza, que provoca a gripe.
Dados numéricos de infecções e óbitos
| Vírus | % Casos Positivos | % Óbitos |
|---|---|---|
| Influenza A | 24,5% | 51,8% |
| Influenza B | 4,4% | 4% |
| VSR | 44,5% | 11,4% |
| Rinovírus | 24,4% | 15,4% |
| Sars-CoV-2 (Covid-19) | 2,6% | 11,8% |
A importância da vacinação
A Fiocruz reforça que a imunização é essencial para conter a alta hospitalização e mortalidade causadas pela SRAG. A vacina contra a gripe está disponível para grupos prioritários, como crianças de 6 meses a 5 anos, idosos acima de 60 anos e gestantes. Em algumas cidades, como Rio de Janeiro e São Paulo, a dose foi liberada para toda a população.
Vacinação contra o VSR
O imunizante contra o Vírus Sincicial Respiratório foi incorporado ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) em 2025 e é recomendado para grávidas a partir da 28ª semana de gestação. Esse método ajuda a transferir anticorpos para o bebê, protegendo-o após o nascimento.
Vacinação contra a Covid-19
Apesar da baixa circulação do Sars-CoV-2, a Covid-19 ainda representa uma causa significativa de óbitos por SRAG entre idosos. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda doses de reforço semestrais para idosos acima de 60 anos e uma dose anual para outros grupos prioritários.
Tendências em hospitalizações
O boletim da Fiocruz aponta que os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins estão entre os mais afetados, com aumento contínuo nas hospitalizações. Em outros estados, como São Paulo, Sergipe e Minas Gerais, há sinais de estabilização ou queda, mas os níveis ainda permanecem altos.
Impacto na saúde pública
Com mais de 63 mil casos de SRAG registrados desde o início de 2026, o sistema de saúde brasileiro enfrenta desafios significativos. A alta demanda por leitos hospitalares e o aumento de óbitos reforçam a necessidade de medidas preventivas e a adesão às campanhas de vacinação.
A Visão do Especialista
O cenário atual exige atenção redobrada tanto das autoridades quanto da população. Para conter a disseminação dos vírus responsáveis pela SRAG, é essencial garantir o acesso equitativo às vacinas e promover maior conscientização sobre a importância da imunização. Além disso, é fundamental monitorar continuamente os dados epidemiológicos e investir em infraestrutura hospitalar para atender ao aumento na demanda.
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