Ibaneis Rocha se despediu do cargo de governador do Distrito Federal neste sábado (28/03/2026) para cumprir a regra de desincompatibilização eleitoral e já anunciou a intenção de concorrer ao Senado nas eleições de 2026.

Advogado de formação, sem carreira política prévia, Ibaneis foi eleito governador em 2018 como um azarão do MDB e reconquistou o mandato em 2022 com vitória no primeiro turno.

A renúncia obedece à Lei da Desincompatibilização, que exige afastamento de cargos executivos seis meses antes da candidatura, evitando o uso da máquina pública como ferramenta de campanha.

Quem assume o comando do DF?

Celina Leão (PP), atual vice-governadora, assumirá oficialmente a chefia do Poder Executivo a partir de segunda‑feira (30) durante cerimônia na Câmara Legislativa.

Leão, formada em Direito e ex‑secretária de Saúde, já era pré‑candidata ao governo nas próximas eleições, o que pode reforçar sua visibilidade política.

Qual o legado político de Ibaneis Rocha?

Ao longo de mais de sete anos, seu governo marcou investimentos em mobilidade urbana e programas habitacionais, mas também enfrentou crises que abalaram sua popularidade.

  • Ampliação da Linha 1‑Laranja do Metrô‑CPTM
  • Projeto de habitação popular "Minha Casa, Meu DF"
  • Reforma da Lei de Uso e Ocupação do solo

Entretanto, a CPI que investigou os atos de 8 de janeiro e o escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB geraram desgaste institucional e críticas de opositores.

Como a disputa pelo Senado pode mudar o cenário nacional?

Se eleito senador, Ibaneis poderá levar a agenda do Distrito Federal ao Congresso Nacional, influenciando decisões sobre financiamento de obras e políticas de segurança.

O MDB ainda não definiu alianças definitivas, mas analistas apontam que a candidatura de Ibaneis pode atrair apoio de centros e de parte da bancada progressista em Brasília.

O que acontece agora?

A cerimônia de transferência será realizada na Câmara Legislativa do DF na segunda‑feira (30/03), com presença de autoridades federais e estaduais, consolidando a sucessão de Celina Leão.

Com a saída de Ibaneis, o foco da política distrital se volta para a disputa de 2026, que já mobiliza partidos, lideranças e eleitores em todo o país.

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