Quase R$ 900 milhões foram alvo de um suposto desvio do espólio de João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip/Objetivo, quando a Polícia Civil e o Ministério Público cumpriram, nesta terça‑feira (31), nove mandados de prisão e quinze de busca e apreensão em São Paulo.

Contratos falsos foram usados para embasar demandas judiciais que pretendiam obrigar o espólio a pagar uma dívida inexistente, criada por meio de assinaturas adulteradas e documentos simulados.
A Colonizadora Planalto Paulista Ltda. e a Fonamsp foram as fachadas do esquema, atuando, respectivamente, na emissão de contratos imobiliários e na condução de processos arbitrais fictícios.

O que dizem os especialistas sobre fraudes patrimoniais?
Anani Candido de Lara, Luiz Teixeira da Silva Junior e Rubens Maurício Bolorino lideraram a trama, coordenando a elaboração de documentos e a comunicação com a inventariante da herança.
O juiz Paulo Fernando Deroma de Mello destacou o histórico de práticas ilícitas dos acusados ao autorizar as diligências, apontando para um padrão de falsificação e corrupção.
A promotoria qualificou a ação como associação estável para prática de estelionato e fraude processual, conforme relatório subscrito pelos promotores Juliano Carvalho Atoji e demais membros da equipe.
Como se desenrolou a operação policial?
A sequência de atos criminosos foi mapeada pelos investigadores, permitindo a execução coordenada dos mandados nas cidades de Jandira, Guarulhos, Barueri e na capital.
- 31/03/2026 – Cumprimento de 9 mandados de prisão e 15 de busca e apreensão.
- 31/03/2026 – Bloqueio de contas bancárias e ativos financeiros dos investigados.
- 31/03/2026 – Sequestro de documentos nas sedes da Colonizadora Planalto Paulista e da Fonamsp.
O espólio de Di Genio enfrenta atrasos e insegurança jurídica diante da tentativa de cobrança de dívida inexistente, o que pode comprometer a divisão dos bens entre os herdeiros.
Qual o panorama para o espólio de João Carlos Di Genio?
A polícia reforça que a operação visa impedir novos prejuízos ao patrimônio da família, ao mesmo tempo em que busca a recuperação dos valores supostamente desviados.
Bens e ativos financeiros dos investigados foram bloqueados em todo o país, dificultando a movimentação de recursos que poderiam ser usados para a fraude.
Os suspeitos podem responder por estelionato, falsidade documental e organização criminosa, com penas que podem ultrapassar 12 anos de reclusão, além de multa e perda de bens.
Até o momento, a defesa dos acusados não se manifestou, deixando em aberto a estratégia jurídica que será adotada nas próximas audiências.

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