Vinícius Júnior ainda não conseguiu traduzir o brilho que tem no Real Madrid para a camisa da seleção brasileira. Aos 25/26 anos, o atacante entra na Copa do Mundo como principal nome do ataque, mas acumula apenas 8 gols em 45 partidas.

A derrota por 2 a 1 para a França, em Boston, reacendeu o debate sobre seu protagonismo. Apesar de criar boas oportunidades, Vini foi apagado nos momentos decisivos, gerando críticas ao técnico e à comissão.
No clube, o camisa 7 tem média de 0,45 gol por jogo e mais de 20 assistências na temporada. Na seleção, porém, a taxa cai para 0,18 gol por partida, um contraste que preocupa analistas táticos.

O que dizem os especialistas?
Especialistas apontam que a falta de ritmo ofensivo da seleção dificulta a expressão do atacante. O esquema 4‑2‑3‑1 adotado por Tite coloca Vini como ponta esquerda, limitando sua movimentação central.
Do ponto de vista tático, o jogador ainda não recebeu a liberdade de cortar para dentro e finalizar como faz no Bernabéu. A ausência de triangulações rápidas reduz sua eficácia nas transições.
"Não falta nada para ser o mesmo Vini do Real", afirmou Ancelotti, mas reconheceu que "um atacante nem sempre pode marcar gols, o trabalho está bem feito".
Como Vini Jr. se compara aos ídolos da seleção?
Ao analisar a história, percebe‑se que os antecessores tiveram trajetórias mais impactantes na seleção. Veja alguns números:
- Neymar (2018): 83 jogos, 53 gols – média 0,64 gol/partida.
- Kaká (2010): 75 jogos, 26 gols – média 0,35 gol/partida.
- Ronaldinho (2006): 62 jogos, 27 gols – média 0,44 gol/partida.
- Ronaldo (2002): 54 jogos, 36 gols – média 0,67 gol/partida.
- Vinícius Jr. (2026): 45 jogos, 8 gols – média 0,18 gol/partida.
A tabela abaixo resume a diferença de produção ofensiva entre Vini e os demais astros.
| Jogador | Jogos | Gols | Média (gol/jogo) |
|---|---|---|---|
| Neymar | 83 | 53 | 0,64 |
| Kaká | 75 | 26 | 0,35 |
| Ronaldinho | 62 | 27 | 0,44 |
| Ronaldo | 54 | 36 | 0,67 |
| Vinícius Jr. | 45 | 8 | 0,18 |
Qual o caminho para a redenção na Copa 2026?
A expectativa agora gira em torno dos oito jogos possíveis na fase final. Uma boa performance pode reescrever a narrativa de Vini.
Treinadores sugerem mudar o posicionamento para o 4‑4‑2, permitindo que o atacante atue mais livremente como centroavante. Isso aumentaria suas oportunidades de finalização.
Se Vini conseguir converter ao menos três gols e registrar duas assistências, sua média subiria para 0,30 gol/partida, aproximando‑se da de Kaká.
O cenário ideal inclui ainda a parceria com Rodrygo, formando um duo veloz que explore as laterais e crie sobrecarga nas defesas adversárias.
Em suma, o atacante ainda tem margem para evoluir, mas precisa transformar a qualidade que demonstra na Europa em resultados concretos para o Brasil.

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