O porta‑voz do Comando das Forças Armadas do Irã declarou que a guerra continuará até a "rendição e o arrependimento permanente do inimigo". A afirmação, feita por Ebrahim Zolfaqari, foi divulgada na quinta‑feira, 2 de abril de 2026, em resposta às ameaças recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump pronunciou-se na noite de 1º de abril, ameaçando atacar usinas elétricas iranianas caso não haja acordo. No discurso transmitido pela TV americana, o mandatário afirmou que os objetivos militares dos EUA contra o Irã estavam "próximos de serem alcançados".
Zolfaqari, em entrevista à agência estatal Tasnim, qualificou as avaliações americanas como "incompletas". O porta‑voz também alertou que as ações dos EUA e de Israel poderiam se tornar "mais esmagadoras, amplas e destrutivas".
O que dizem os analistas militares sobre as declarações?
Especialistas em defesa apontam que a retórica de "rendição permanente" indica uma escalada de pressão psicológica. Eles ressaltam que o Irã ainda mantém capacidade de resposta em áreas como mísseis balísticos e guerra eletrônica.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian enviou uma carta ao povo norte‑americano, separando o governo dos cidadãos. Na missiva, Pezeshkian afirmou que o Irã "não nutre inimizade" com o povo dos EUA e acusou o governo Trump de manipular a opinião pública.
A carta menciona o golpe de 1953, liderado pela CIA e pelo MI6, como origem da desconfiança entre Irã e Ocidente. O documento classifica o episódio como "intervenção ilegal" que interrompeu o processo democrático iraniano.
Como a história recente influencia o conflito atual?
Na Europa, governos e a OTAN têm rejeitado o pedido de Trump para enviar navios ao Estreito de Ormuz. As autoridades europeias argumentam que a crise foi provocada pelos próprios EUA e Israel.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada entre 27 e 29 de março mostrou que 60 % dos eleitores americanos desaprovam a guerra. Apenas 35 % apoiam a continuação do conflito, e 66 % pedem o fim imediato das operações.
O mercado de petróleo reagiu à ameaça de fechar o Estreito, elevando os preços do combustível e do querosene. Trump destacou que os EUA tornaram‑se o maior produtor mundial, citando a produção na Venezuela como apoio ao argumento de independência do Oriente Médio.
Qual é o próximo passo diplomático?
O Departamento de Estado dos EUA ainda não divulgou um plano formal de negociação com o Irã. Fontes do governo indicam que canais de comunicação indireta, possivelmente via Nações Unidas, estão sendo mantidos.
- 02/04/2026 – Declaração de Zolfaqari sobre continuação da guerra.
- 01/04/2026 – Discurso de Trump ameaçando ataques a infraestruturas iranianas.
- 26/03/2026 – Carta de Pezeshkian ao povo americano.
- 27‑29/03/2026 – Pesquisa Reuters/Ipsos sobre opinião pública nos EUA.
- 30/03/2026 – Reação da OTAN e da UE ao pedido de intervenção no Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, o Irã reforça a mobilização de suas forças de defesa civil e mantém a produção de armamentos. Observadores internacionais alertam para o risco de escalada caso novas ameaças sejam emitidas.
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