Donald Trump declarou que os EUA sairão do Irã "muito rapidamente". Em entrevista à Reuters, o ex‑presidente afirmou que a retirada poderá ocorrer em poucas semanas, antes de seu pronunciamento noturno às 21h (horário de Washington).

O depoimento foi registrado na manhã de 2 de abril de 2026. Trump falou à agência enquanto se preparava para anunciar, em discurso à nação, a estratégia de "ataques pontuais" caso o Irã volte a ameaçar interesses americanos.
Ele garantiu que a ação dos EUA impediu que o Irã desenvolvesse armas nucleares. "Eles não terão arma nuclear porque agora são incapazes disso, e então eu sairei, levarei todos comigo e, se necessário, voltaremos para ataques pontuais", afirmou.

O que dizem os especialistas sobre a retirada?
Especialistas em segurança nacional apontam que a promessa de saída rápida pode pressionar negociações em andamento. Analistas da Brookings Institution ressaltam que a falta de um cronograma definido aumenta a incerteza nas cadeias de suprimentos de energia.
Trump também sinalizou que está "realmente" avaliando retirar os EUA da OTAN. No mesmo entrevista, o ex‑presidente acusou a aliança de não apoiar suficientemente os objetivos americanos no Irã e no Estreito de Ormuz.
A Casa Branca confirmou que conversas confidenciais com Teerã continuam. Um porta‑voz informou que "negociações nos bastidores estão em andamento", embora Teerã tenha negado qualquer pedido de cessar‑fogo.
O governo iraniano rebateu as alegações de que teria solicitado um cessar‑fogo. Portavoze do Ministério das Relações Exteriores declarou que "não houve nenhuma comunicação oficial à Casa Branca" sobre o tema.
Fontes paquistanesas revelaram que o vice‑presidente J.D. Vance tem mediado diálogos com intermediários de Islamabad. O Paquistão, atuando como facilitador, propôs um cessar‑fogo temporário que, segundo duas fontes de segurança, não recebeu resposta de nenhum dos lados.
Na terça‑feira anterior, Trump sugeriu encerrar a guerra em duas a três semanas, mesmo sem acordo formal. Essa promessa foi reiterada como parte da estratégia de "pressão máxima" antes do discurso noturno.
Qual é a repercussão internacional?
Países europeus mantiveram silêncio cauteloso diante das ameaças de retirada da OTAN. A ministra‑adjunta do Exército da França, Alice Rufo, alertou que uma operação da aliança no Estreito de Ormuz violaria o direito internacional.
- França: condenou a ideia de intervenção militar no Estreito.
- Alemanha: pediu "diálogo diplomático" sem comentar a possível saída da OTAN.
- Reino Unido: enfatizou apoio à segurança marítima, mas evitou posicionamento direto.
O bloqueio do Estreito de Ormuz tem provocado alta nos preços de combustíveis globais. Segundo o diretor da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, a escassez de querosene de aviação e diesel já afeta a Ásia e deve impactar a Europa ainda este mês.
Pesquisa da Reuters com o instituto Ipsos indica que dois terços dos americanos desejam que o país "saia rapidamente" da guerra. O levantamento, realizado em março de 2026, mostra crescente pressão interna sobre a administração de Trump.
O programa nuclear iraniano permanece sob vigilância da AIEA. A agência estima que, em junho, o Irã possuía 440,9 kg de urânio enriquecido a 60 %, quantidade suficiente para produzir até dez bombas nucleares se avançado.
O que acontece agora?
Trump deve reiterar sua posição no discurso à nação às 21h (horário de Washington). O pronunciamento deve detalhar as exigências americanas para um cessar‑fogo e esclarecer se a avaliação de saída da OTAN avançará para um anúncio formal.
Enquanto isso, diplomatas de Washington, Islamabad e Teerã continuam trocando mensagens em canais confidenciais. A comunidade internacional observa atentamente para avaliar riscos de escalada ou de nova rodada de negociações.

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