O Irã instruiu os rebeldes houthis a fechar o Estreto de Bab‑el‑Mandeb caso os EUA ataquem sua rede elétrica, informou a Reuters. A ordem foi transmitida por fontes de alto escalão iranianas e confirmada por contatos próximos ao movimento iemenita.

Contexto histórico da ameaça ao estreito

Bab‑el‑Mandeb é a segunda rota de exportação de petróleo do Oriente Médio, depois do Estreito de Ormuz. O canal conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden, sendo vital para o comércio global de energia e para o trânsito de mercadorias entre Ásia e Europa.

Chronologia dos eventos recentes

  • 13/07/2026 – Houthis lançam mísseis contra a Arábia Saudita, alegando violação de trégua.
  • 15/07/2026 – EUA realizam ataques a instalações iranianas em Bandar Abbas, visando a rede de energia.
  • 16/07/2026 – Fontes iranianas dizem que o Irã pediu aos houthis que se preparem para fechar o estreito.
  • 17/07/2026 – Reuters publica a declaração de que a decisão será coordenada pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).

Detalhes da preparação dos houthis

Os rebeldes já posicionaram mísseis e drones nas proximidades de Bab‑el‑Mandeb. Segundo a fonte próxima ao grupo, a ordem final será dada pelos representantes da IRGC já presentes no Iêmen.

Implicações legais e diplomáticas

Fechar o estreito configuraria violação do direito internacional da navegação livre. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) garante passagem inocente, e qualquer bloqueio pode ser considerado ato de agressão.

Reação dos Estados Unidos

Washington classificou a ameaça como escalada perigosa que pode interromper duas rotas de energia simultaneamente. O Departamento de Defesa reiterou que os ataques a infraestruturas iranianas são respostas a provocações regionais.

Impacto no mercado de energia

Os preços do petróleo Brent subiram 2,8 % após a divulgação da ameaça. Analistas apontam risco de aumento de volatilidade caso o estreito seja efetivamente fechado.

EstreitoVolume diário de petróleo (mil barris)Participação no comércio global
Ormuz≈ 21 000≈ 21 %
Bab‑el‑Mandeb≈ 5 500≈ 5 %

Visão dos especialistas em segurança marítima

Especialistas afirmam que o fechamento temporário seria tecnicamente viável, mas geraria resposta militar internacional. O Centro de Estudos Estratégicos da Marinha dos EUA alerta para a possibilidade de operações de desobstrução.

Repercussão política regional

O Irã inclui os houthis no seu "Eixo da Resistência", ao lado do Hezbollah e milícias iraquianas. Essa aliança fortalece a capacidade de retaliação contra os EUA, embora os houthis ainda não tenham declarado guerra formal.

Posição da Arábia Saudita

Riad condenou a ameaça e reforçou sua prontidão para proteger o tráfego marítimo. O país solicitou apoio da cooperação do Reino Unido e da França para garantir a segurança do estreito.

Reação da comunidade internacional

Na ONU, vários membros pediram cautela e a manutenção da liberdade de navegação. O Conselho de Segurança ainda não realizou sessão emergencial sobre o assunto.

Possíveis cenários futuros

Analistas delineiam três caminhos: bloqueio total, bloqueio parcial ou manutenção da passagem com vigilância intensificada. Cada opção traz diferentes riscos econômicos e militares.

A Visão do Especialista

O fechamento de Bab‑el‑Mandeb seria um ponto de inflexão nas relações entre Irã, EUA e aliados do Golfo. A decisão dependerá da avaliação da IRGC sobre a eficácia de um bloqueio versus a probabilidade de uma resposta militar conjunta da coalizão ocidental. Enquanto isso, os mercados continuarão a reagir a cada movimento, e a diplomacia deverá buscar canais de desescalada para evitar uma crise energética global.

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