Irã foi alvo de novos ataques nesta terça‑feira (7/4), que deixaram 18 mortos, incluindo duas crianças, poucas horas antes do fim do ultimato imposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

As explosões ocorreram na província de Alborz, vizinha da capital Teerã, e foram confirmadas pelas agências iranianas Mizan e Fars. As autoridades locais relataram destruição de infraestrutura civil e bloqueio temporário de vias de acesso.

O Exército israelense anunciou uma "onda" de ataques destinados a danificar alvos estratégicos em Teerã e recomendou que civis evitassem viagens de trem até as 21h00 (horário local).

O que diz o governo dos EUA sobre o ultimato?

Donald Trump reiterou que, caso não haja acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz, os Estados Unidos destruirão instalações civis iranianas. O prazo final expirou às 20h00 (horário de Washington) nesta terça‑feira.

O Exército iraniano classificou a retórica de Trump como "arrogante" e afirmou que tais ameaças não alteram suas operações militares. Em comunicado oficial, Teerã ressaltou que sua defesa permanece inabalável.

Uma proposta de mediação apresentada por Paquistão, Emirados Árabes Unidos e outros países foi rejeitada pelo Irã. O Irã exige o fim dos conflitos regionais, um protocolo de trânsito seguro pelo estreito e a suspensão das sanções internacionais.

  • Dia 5/4 – Trump emite ultimato de 48 horas.
  • Dia 6/4 – Negociações de mediação fracassam.
  • Dia 7/4 – Ataques em Alborz e aviso de nova ofensiva israelense.

Como o conflito afeta o comércio global de energia?

O Estreito de Ormuz movimenta cerca de 20 % do petróleo mundial, sendo crucial para o abastecimento global. O fechamento parcial elevou o preço do barril Brent para US$ 108,17 e do WTI para US$ 111,78.

Teerã propôs um pedágio de dois milhões de dólares por navio, com divisão de receitas entre Irã e Omã. O valor seria destinado à reconstrução de instalações danificadas pelos ataques.

Companhias navieras relataram aumento de seguros e rotas alternativas, elevando os custos logísticos para exportadores de energia. O risco de interrupção prolongada pressiona ainda mais os mercados.

Quais são os próximos passos diplomáticos?

A ONU convocou uma sessão emergencial para discutir a segurança do Estreito e possíveis sanções adicionais. Vários membros defendem a retomada de negociações multilaterais.

Na madrugada de 7/4, um complexo petroquímico em Jubail, Arábia Saudita, foi atingido por ataques coordenados, ampliando a zona de conflito. O alvo produz aço, gasolina e fertilizantes.

Conflitos no Líbano continuam, com Israel e Hezbollah trocando fogo e Israel deslocando tropas ao longo de uma nova linha de defesa no sul libanês.

O cenário permanece volátil, e especialistas alertam que qualquer escalada pode desencadear uma crise energética global. Compartilhe essa notícia no WhatsApp com seus amigos.