Rodrigo Pacheco deixou o PSD e se filiou ao PSB, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que ele será o candidato ao governo de Minas Gerais. O anúncio foi feito na noite de 1º de abril de 2026, durante evento em Brasília, e já circula como informação oficial entre os partidos.
O ato de filiação ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença de lideranças do PSB e do governo federal. Pacheco, senador de Minas, evitou confirmar a pré‑candidatura, mas a expectativa de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi amplamente divulgada.
Kassab, ao ser questionado, "cravou" que Pacheco será o nome apoiado por Lula nas eleições estaduais. A declaração foi transmitida pela imprensa e reforçada nas redes sociais do partido.
O que diz o presidente do PSD sobre a candidatura?
Kassab esteve em Belo Horizonte no mesmo dia para anunciar a filiação de Carlos Viana ao PSD. A presença simultânea dos dois eventos evidencia a estratégia de realinhamento das legendas em Minas.
"O Pacheco chega ao PSB para ser o candidato do presidente Lula em Minas Gerais", declarou Kassab. Segundo ele, a escolha de Pacheco evitaria a ausência de um representante do Executivo federal no estado.
Kassab ainda ressaltou que não criticará o senador, que "entrou e saiu pela porta da frente" da legenda. Ele enfatizou que o PSD continuará apoiando Mateus Simões, atual governador interino.
Mateus Simões, ex‑vice‑governador do Novo, assumiu o Executivo estadual após a renúncia de Romeu Zema. Simões já é pré‑candidato à reeleição e tem o apoio formal do PSD.
Qual o histórico recente de filiação de Rodrigo Pacheco?
Desde outubro de 2025, Pacheco permanecia isolado no PSD, após a filiação de Simões ao partido. A divergência de alianças gerou a necessidade de buscar nova legenda.
Em declarações anteriores, o senador afirmou que pretendia encerrar a carreira política e não disputar cargo em 2026. Essa postura mudou gradualmente nas últimas semanas.
Na cerimônia de filiação ao PSB, Pacheco enfatizou que o ato não constitui pré‑candidatura. Ele apontou que a discussão sobre possíveis cargos será feita de forma "mais assertiva e racional".
Pacheco mencionou a possibilidade de alianças com MDB, União‑PP, PT‑PCdoB‑PV e PDT, inclusive citando Kalil como pré‑candidato do PDT. Ele deixou em aberto a participação em uma composição política que não necessariamente inclua seu nome.
Como se desenha o cenário político em Minas para 2026?
- PSB: apoia Rodrigo Pacheco como candidato ao governo, alinhado ao presidente Lula.
- PSD: mantém Mateus Simões como candidato oficial, reforçando a alternativa ao "bolsonarismo" e ao "petismo".
- MDB, União‑PP, PT‑PCdoB‑PV, PDT: abertos a negociações de federação ou coligação, buscando uma composição favorável a Minas.
- Novos movimentos: surgem discussões sobre candidaturas independentes e alianças regionais.
O que acontece agora? As negociações internas dos partidos devem avançar nas próximas semanas, com reuniões de bancada e encontros entre lideranças para definir a chapa oficial que concorrerá nas eleições de outubro.
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