Lázaro Ramos assume a crise da masculinidade ao protagonizar a terceira temporada de "Os outros". O ator, conhecido por papéis cômicos e por sua presença em novelas, mergulha agora em um personagem que vive a perda de emprego, a traição e o desespero.

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Fonte: www.em.com.br | Reprodução

"Os outros" estreia na quinta‑feira (9/4) no Globoplay, marcando a volta de um drama televisivo que mistura suspense e crítica social. A série, já premiada nas duas primeiras temporadas, ganha um novo ritmo ao deslocar a trama para a serra, onde o protagonista tenta se recompor.

Roberto, interpretado por Lázaro, é um homem que tem sua identidade masculina desafiada em todas as frentes. Ele perde o emprego, é traído pela esposa Marta (Mariana Lima), sofre agressões físicas e até atropela um ganso, simbolizando o caos interno.

O que os criadores dizem sobre a crise de gênero?

  • Roteirista Lucas Paraizo: "Precisávamos falar da crise da masculinidade de forma complexa."
  • Diretor de dramaturgia José Luiz Villamarim sugeriu Lázaro para o papel, acreditando em sua capacidade de transitar entre gêneros.
  • Luisa Lima, diretora de produção, destacou que Lázaro buscava um desafio "provocador" longe da comédia.

Paraizo explica que Roberto é colocado à prova em cada situação, revelando como reage ao colapso de seu papel tradicional de provedor. A narrativa explora a fragilidade do "homem forte" diante de perdas econômicas e afetivas.

O casting foi pensado para exigir coragem e profundidade emocional. Lázaro aceitou o convite porque queria "mergulhos profundos", afastando‑se dos personagens de comunicação que costumava interpretar.

Como a parceria com Adriana Esteves influencia a trama?

  • É a primeira vez que Lázaro Ramos e Adriana Esteves dividem protagonismo na TV.
  • Adriana interpreta Cibele, o "coração" da história, cujas decisões moldam o arco de Roberto.
  • Paraizo afirma que a força da atriz traz "verdade tão grande que até esqueço que está atuando".

Esta colaboração cria um contraste potente entre a vulnerabilidade masculina e a resiliência feminina. Enquanto Roberto desmorona, Cibele avança, redefinindo os limites de poder e submissão.

O drama destaca a desconstrução de estereótipos de gênero no Brasil contemporâneo. Em um país onde a pressão sobre o "provedor" ainda pesa, a série oferece um espelho crítico para o espectador.

Qual é a repercussão esperada entre o público?

  • Expectativa de debates nas redes sociais sobre "masculinidade tóica".
  • Possível aumento de assinantes do Globoplay devido ao hype da temporada.
  • Críticas antecipadas apontam para a performance de Lázaro como "ponto alto da televisão nacional".

Especialistas em sociologia de mídia preveem que "Os outros" vai gerar discussões sobre saúde mental masculina. A série chega num momento de maior atenção ao bem‑estar emocional dos homens.

Nos próximos episódios, Roberto se muda para a serra, buscando recomeçar, mas ainda confronta seus próprios demônios. O público acompanhará se ele conseguirá redefinir sua identidade ou sucumbirá ao peso das expectativas sociais.

"Os outros" promete não só entreter, mas também provocar reflexões sobre o que significa ser homem na sociedade atual. A produção combina suspense, drama familiar e crítica cultural em um formato binge‑ready.

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