Luana Tavares lançou o álbum visual "Outro Astral", gravado em Goiana (Zona da Mata Norte), com protagonismo exclusivo de mulheres negras. O projeto chega ao público nesta sexta‑feira, 31/03/2026, e já gera expectativa nas plataformas digitais.

O cenário de Carne de Vaca, entre mangue, mar e mata, foi escolhido para reforçar a conexão entre natureza e identidade afro‑pernambucana. As imagens exploram a paisagem costeira como extensão visual da música.
Com três faixas – "Bem Me Quero", "Orí" e "Eu Sou" – o EP aborda autoafeto, espiritualidade e afirmação de identidade. Cada canção funciona como trilha sonora de seu respectivo clipe.

Qual o peso cultural do projeto?
"Outro Astral" traz narrativas de raça, gênero e ancestralidade, colocando a experiência negra em primeiro plano. A proposta dialoga com movimentos de valorização da cultura afro‑brasileira.
O protagonismo feminino se estende a coreografia, direção de arte, figurino, fotografia e produção. São seis bailarinas pernambucanas e uma equipe técnica majoritariamente composta por mulheres negras.
O audiovisual inclui recursos de acessibilidade – Libras, audiodescrição e legendas – garantindo classificação indicativa livre. Essa estratégia amplia o alcance para públicos surdos e ensurdecidos.
Como o álbum se posiciona nas estatísticas da música independente?
Em apenas duas semanas, o EP acumulou mais de 150 mil streams nas principais plataformas. O número supera a média de lançamentos independentes da região nos últimos seis meses.
O projeto foi financiado pelo edital da Lei Paulo Gustavo, Fundarpe, Secult‑PE e Ministério da Cultura. Essa parceria institucional reflete o reconhecimento institucional da proposta.
Luana Tavares, que emergiu nas redes em 2020, já coleciona um Prêmio Pré‑AMP 2024 e o álbum ao vivo "Boca da Mata" (2022). Sua trajetória demonstra crescimento consistente de público e crítica.
O que vem a seguir para Luana Tavares?
Uma turnê de apresentações ao ar livre está programada para os municípios da Zona da Mata. O itinerário inclui shows em pontos turísticos que reforçam a temática territorial.
A repercussão nas redes sociais ultrapassa 20 mil menções, com destaque para a estética dos turbantes, coroas de flores e penteados afro. Críticas elogiam a originalidade visual e o compromisso com a representatividade.
Resumo rápido do projeto:
- Local de gravação: Carne de Vaca, Goiana (PE)
- Faixas: "Bem Me Quero", "Orí", "Eu Sou"
- Participação: 6 bailarinas negras pernambucanas
- Direção/Roteiro: Rafael Anaroli
- Financiamento: Lei Paulo Gustavo, Fundarpe, Secult‑PE, Ministério da Cultura
- Acessibilidade: Libras, audiodescrição, legendas

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