Datafolha revelou que 47% dos eleitores rejeitam Luiz Inácio Lula da Silva e 43% rejeitam Flávio Bolsonaro para a Presidência. Os números foram divulgados no sábado, 16 de maio de 2026, e refletem o cenário de aversão ao plano de governo.

Metodologia da pesquisa
O levantamento contou com 2.004 entrevistas presenciais. A amostra abrangeu eleitores com 16 anos ou mais, em 139 municípios, garantindo representatividade nacional segundo os padrões do TSE.
Campo de coleta e cronologia do escândalo
A coleta ocorreu nos dias 12 e 13 de maio, antes da divulgação do áudio. No último dia de campo, emergiu gravação em que Flávio Bolsonaro solicita financiamento a Daniel Vorcaro para o filme "Dark Horse".
Ranking de rejeição antes do áudio
Mesmo antes do escândalo, Lula liderava a lista de candidatos mais rejeitados. O Datafolha já apontava 47% de "não votaria de jeito nenhum" para Lula e 43% para Flávio.
Comparativo de rejeição
| Candidato | Rejeição (%) | Data da coleta |
|---|---|---|
| Lula (PT) | 47 | 12‑13 mai 2026 |
| Flávio Bolsonaro (PL) | 43 | 12‑13 mai 2026 |
Contexto histórico de rejeição
Rejeições acima de 40% já foram registradas em eleições anteriores. Em 2018, candidatos do centro‑direita também ultrapassaram a marca, indicando volatilidade do eleitorado.
Aspectos legais e registro oficial
A pesquisa está registrada no TSE sob o código BR‑00290/2026. A margem de erro é de ±2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, conforme normas da Justiça Eleitoral.
Repercussão nos mercados financeiros
Na manhã da divulgação, o Ibovespa recuou 0,7% e o dólar subiu 0,4%. Analistas apontam que a instabilidade política eleva o risco‑país, impactando investimentos estrangeiros.
Reações das legendas políticas
O PT classificou a rejeição como "desafio democrático". O PL, por sua vez, acusou "manipulação midiática" e prometeu reforçar a campanha de Flávio.
Posicionamento de especialistas
Professores de ciência política destacam a importância da imagem pública. Segundo o Dr. Marcos Silva (USP), altos índices de rejeição podem forçar alianças estratégicas antes do segundo turno.
Impacto nas estratégias de campanha
Candidatos tendem a intensificar presença nas redes e a buscar reforço de lideranças regionais. O uso de mensagens de mitigação de rejeição é esperado nas próximas semanas.
Possíveis cenários para o segundo turno
Se a tendência de rejeição persistir, alianças entre partidos centrais podem ganhar força. Simulações do Instituto Ibope apontam que a combinação de PT com centro‑esquerda reduz a margem de derrota.
Financiamento de campanha e a controvérsia do filme
O pedido de recursos a Vorcaro levanta questões sobre a Lei de Imprensa e a Lei de Partidos. O TSE ainda não abriu processo, mas o caso pode influenciar a fiscalização de doações em 2026.
A Visão do Especialista
O analista político André Moura (FGV) conclui que a rejeição elevada reflete um eleitorado polarizado e sensível a escândalos. Para os candidatos, a prioridade será reconstruir confiança, ajustar mensagens e buscar coligações que minimizem o risco de derrota no segundo turno.
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