O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera em todos os cenários simulados de 1º e 2º turnos para a eleição presidencial de 2026, de acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (16 de abril de 2026) pelo Instituto MDA, contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O levantamento, registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02847/2026, entrevistou 2.002 eleitores em 140 municípios, entre os dias 8 e 10 de abril, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Líder do PT, Lula aparece em cenário de eleição, com resultados de pesquisa CNT/MDA.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

Os números do 1º turno

O cenário projetado para o 1º turno das eleições coloca Lula à frente com 39,2% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação com 30,2%. Outros nomes testados incluem Ronaldo Caiado (PSD), com 4,6%, e Romeu Zema (Novo), com 3,3%. Em todas as simulações, Lula mantém uma diferença significativa em relação aos concorrentes diretos.

Além dos principais candidatos mencionados, outros postulantes, como Aldo Rebelo (DC) e Renan Santos (Missão), também foram incluídos no levantamento, mas pontuaram abaixo do patamar de 2%. Ainda assim, o número de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco/nulo é relevante, o que sinaliza que há espaço para mudanças até o pleito.

Líder do PT, Lula aparece em cenário de eleição, com resultados de pesquisa CNT/MDA.
Fonte: www.poder360.com.br | Reprodução

Cenários de 2º turno

No 2º turno, Lula também aparece como favorito em todos os cenários simulados. Contra Flávio Bolsonaro, ele obtém 51,8% das intenções de voto, enquanto o candidato do PL registra 38,6%. Em outros cenários, a vantagem do atual presidente se mantém, com destaque para disputas contra Ronaldo Caiado (57,4% a 26,3%) e Romeu Zema (56,1% a 25,7%).

Vale destacar que a pesquisa também testou embates de Lula contra Aldo Rebelo e Renan Santos, nos quais o presidente alcança larga vantagem, reforçando sua posição de liderança consolidada.

Contexto histórico das pesquisas eleitorais

Não é a primeira vez que Lula se destaca em levantamentos de intenção de voto. Desde que retornou ao poder em 2023, o presidente tem mantido índices elevados de popularidade, sustentados por uma agenda política voltada para a redução da desigualdade social e o fortalecimento de programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

Historicamente, pesquisas eleitorais no Brasil têm se mostrado uma ferramenta confiável para identificar tendências, embora não representem resultados definitivos. Ainda assim, a liderança de Lula em diversos cenários é um indicativo de sua força política e da dificuldade que a oposição pode enfrentar para superar sua base consolidada de apoio.

Repercussão no mercado

A divulgação da pesquisa teve impacto no mercado financeiro. O dólar apresentou leve alta, fechando o dia cotado a R$ 5,12, enquanto o Ibovespa recuou 0,7%, reflexo de uma possível preocupação de investidores com a continuidade de políticas econômicas voltadas para maior intervenção estatal. Entretanto, analistas apontam que o cenário econômico global e as incertezas sobre a política monetária dos Estados Unidos também influenciaram esses movimentos.

Metodologia da pesquisa

O levantamento foi realizado com entrevistas presenciais em aproximadamente 140 municípios de todas as regiões do Brasil. A amostra contemplou 2.002 eleitores, e os dados foram coletados entre os dias 8 e 10 de abril de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, e o grau de confiança é de 95%. O estudo foi financiado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) ao custo de R$ 230.038.

Impactos políticos

A liderança de Lula nas intenções de voto reflete a força de sua base eleitoral, consolidada principalmente entre as classes mais baixas e nas regiões Norte e Nordeste. Por outro lado, Flávio Bolsonaro mantém sua influência em segmentos do eleitorado mais conservador, especialmente no Sul e Centro-Oeste.

A pesquisa também mostra o desafio enfrentado por outros pré-candidatos, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, que, com baixos índices de intenção de voto, terão que intensificar suas campanhas para se tornarem alternativas viáveis aos dois principais nomes da disputa.

O papel do TSE e a legislação eleitoral

É importante destacar que todas as pesquisas eleitorais realizadas no Brasil precisam ser registradas no TSE, conforme previsto na legislação eleitoral. Essa medida tem como objetivo garantir maior transparência e confiabilidade nos dados apresentados.

O estudo divulgado pela CNT/MDA cumpre esses requisitos, e os dados foram disponibilizados publicamente, permitindo a auditoria por parte de partidos políticos e cidadãos interessados.

Próximos passos e expectativas

Com ainda mais de um ano para as eleições presidenciais, a pesquisa CNT/MDA serve como um termômetro inicial para a corrida eleitoral de 2026. Partidos e candidatos deverão intensificar suas estratégias para atrair o eleitorado indeciso e reavaliar suas campanhas com base nos dados apresentados.

A Visão do Especialista

De acordo com analistas políticos, a liderança de Lula nas pesquisas reflete sua capacidade de mobilizar um eleitorado fiel e consolidado, mas também evidencia as limitações da oposição em apresentar um nome competitivo que consiga romper essa barreira. "A vitória de Lula em todos os cenários de 2º turno é um sinal claro da força de sua base e da fragmentação das alternativas no campo opositor", explica o cientista político Carlos Mendes.

Os próximos meses serão decisivos para a definição do cenário eleitoral. Até lá, fatores como o desempenho econômico, a gestão de políticas públicas e eventuais alianças partidárias podem influenciar significativamente as intenções de voto. O eleitorado indeciso e os votos brancos ou nulos também serão um ponto de atenção para os estrategistas políticos.

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