Lula solicitou ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda um estudo detalhado sobre os juros do crédito rotativo do cartão de crédito. A iniciativa vem após crescente preocupação com o endividamento das famílias brasileiras.
O presidente apontou que as taxas praticadas são excessivas e comparam‑se à Selic mensal. Essa comparação despertou debate sobre a falta de referência oficial para o rotativo.
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Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, confirmou o pedido e destacou o inconformismo de Lula. "Não há justificativa para juros tão altos", afirmou a funcionária.

Por que os juros do rotativo são tão altos?
O crédito rotativo funciona como um empréstimo de curto prazo com cobrança diária de juros. Quando o consumidor não paga a fatura integral, o saldo é financiado com taxas que podem ultrapassar 300% ao ano.

Segundo o Banco Central, a taxa média do rotativo em 2025 foi de 12,5% ao mês. Esse número supera em muito a taxa Selic, que estava em 13,75% ao ano.
Para a maioria das famílias, o rotativo representa até 15% da renda mensal. O peso desse encargo compromete o orçamento doméstico e reduz a capacidade de consumo.
Especialistas apontam que a ausência de um índice de referência oficial dificulta a negociação. Uma taxa vinculada à Selic poderia trazer mais transparência e competitividade.
O que dizem os especialistas financeiros?
Economistas recomendam a criação de um teto regulatório para o rotativo. A medida poderia limitar o custo do crédito e evitar o ciclo de endividamento.
Os bancos defendem que as altas taxas refletem o risco de inadimplência. Eles argumentam que o rotativo é um produto de alto custo por natureza.
Associações de consumidores cobram maior educação financeira. Segundo elas, o desconhecimento das condições do rotativo alimenta o endividamento.
- Estudo do BC: análise de risco e propostas de indexação.
- Ministério da Fazenda: avaliação de impactos fiscais.
- Prazo estimado: entrega dos resultados até o final de 2026.
- Possível criação de referência à taxa Selic para o rotativo.
Qual o próximo passo do governo?
O governo deve divulgar o relatório preliminar ainda no primeiro semestre de 2026. As conclusões orientarão eventuais alterações regulatórias.
Se as propostas avançarem, o consumidor poderá pagar menos juros e ter mais fôlego no orçamento. O benefício direto será sentido no bolso das famílias mais vulneráveis.
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