O deputado estadual Samuel Malafaia (PL) anunciou que não buscará a reeleição nas eleições de 2026, encerrando uma trajetória de cinco mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A decisão marca o fim de uma fase significativa na carreira política do irmão mais velho do pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) e figura influente no cenário político evangélico do Brasil.

A sucessão: Alexandre Isquierdo como novo nome
Para ocupar o espaço deixado por Samuel Malafaia, Silas Malafaia já articula a candidatura de Alexandre Isquierdo (PL-RJ). Ex-vereador e ex-secretário de Juventude e Envelhecimento Saudável no governo de Cláudio Castro, Isquierdo será apresentado nas urnas como "Isquierdo Malafaia". O objetivo, segundo Silas, é criar uma conexão direta entre o novo candidato e a base de apoio político e religioso construída pela família ao longo das últimas décadas.
Dobradinha eleitoral com Sóstenes Cavalcante
Além de lançar Alexandre Isquierdo, Silas Malafaia planeja reforçar sua influência política com a reeleição do pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) como deputado federal. Sóstenes, que também é licenciado da Advec, deve fazer uma dobradinha estratégica com Isquierdo no estado do Rio de Janeiro, fortalecendo as bases eleitorais do segmento evangélico.
A justificativa de Silas Malafaia
Em declaração à imprensa, Silas Malafaia afirmou que a decisão reflete a necessidade de renovação de lideranças. "Sempre na vida chega a hora de você ceder lugar. Ninguém pode se perpetuar. O ser humano tem um ciclo, a idade, o tempo", disse. Ele também destacou que sua própria liderança terá um fim em algum momento, reiterando a importância de preparar sucessores para manter a relevância política do grupo.
Histórico político de Samuel Malafaia
Samuel Malafaia iniciou sua trajetória política em 2002, quando foi eleito pela primeira vez como deputado estadual. Desde então, consolidou-se como um dos principais representantes do segmento evangélico na Alerj, defendendo pautas conservadoras e alinhadas aos princípios da Advec. Ao longo de seus mandatos, Samuel construiu uma base sólida e fiel no estado do Rio de Janeiro, sendo reeleito consecutivamente até 2022.
A influência política de Silas Malafaia
Silas Malafaia é uma das figuras centrais na articulação entre religião e política no Brasil. Como líder da Advec, ele desempenha um papel estratégico na mobilização de eleitores evangélicos, utilizando sua plataforma religiosa para apoiar candidatos alinhados a suas visões. Essa influência é traduzida não apenas em votos, mas também em uma ampla rede de apoio político que se estende a nível estadual e federal.
A estratégia eleitoral de 2026
A escolha de Alexandre Isquierdo para suceder Samuel Malafaia faz parte de uma estratégia maior que busca preservar e ampliar o capital político da Advec. Ao mesmo tempo, a dobradinha com Sóstenes Cavalcante reforça a aposta no fortalecimento de lideranças evangélicas em diferentes esferas de poder. O objetivo é consolidar ainda mais a posição do grupo na política brasileira.
O papel do PL nas eleições
O Partido Liberal (PL), ao qual tanto Samuel Malafaia quanto Alexandre Isquierdo e Sóstenes Cavalcante são filiados, tem se destacado como uma das principais legendas de apoio ao segmento evangélico no Brasil. Com a liderança de figuras como Silas Malafaia, o partido busca expandir sua base eleitoral e garantir maior representatividade no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas estaduais.
Impactos no cenário político do Rio de Janeiro
A aposentadoria de Samuel Malafaia e a entrada de Alexandre Isquierdo na disputa eleitoral podem redesenhar o equilíbrio de forças na Alerj. A presença de novos nomes ligados à Advec mantém a influência do grupo, mas também abre espaço para possíveis desafios de outras alas políticas em busca de representação no estado.
Críticas e desafios
Apesar do apoio robusto entre os evangélicos, a estratégia de Silas Malafaia também enfrenta críticas. Alguns setores da sociedade questionam a forte ligação entre religião e política, enquanto outros apontam para a necessidade de maior pluralidade de representatividade. Além disso, a transição de nomes pode não ser completamente tranquila, caso Alexandre Isquierdo enfrente resistência por parte de eleitores mais apegados à figura de Samuel.
Repercussão no meio evangélico
A decisão de Silas Malafaia já repercute entre os fiéis da Advec e outras denominações evangélicas. Muitos veem a transição como uma demonstração de maturidade política, enquanto outros aguardam para avaliar a performance de Isquierdo e Sóstenes Cavalcante nas urnas. A campanha de 2026 promete ser um teste crucial para a capacidade de mobilização do grupo.
A Visão do Especialista
Especialistas em ciência política apontam que a movimentação de Silas Malafaia é estratégica, dado o crescimento da bancada evangélica nos últimos anos. "A renovação de lideranças é essencial para manter a relevância em um cenário político dinâmico", afirma o cientista político João Pedro Almeida. No entanto, ele alerta que a força eleitoral de Alexandre Isquierdo dependerá de sua habilidade em conquistar a confiança da base de eleitores de Samuel Malafaia e de expandir sua presença para além do núcleo evangélico.
Com as eleições de 2026 se aproximando, o desempenho de Isquierdo e Sóstenes Cavalcante será um termômetro da influência política da Advec. Independentemente do resultado, a estratégia de Silas Malafaia reforça o papel central do segmento evangélico na política brasileira contemporânea.
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