Jorge Messias amplia apoio no Senado, mas ainda não alcança os 14 votos necessários na CCJ. O advogado‑geral da União tem ao menos dez senadores favoráveis, mas o placar ainda está abaixo da maioria exigida para aprovação da indicação ao Supremo Tribunal Federal.

O apoio está concentrado na base governista e em parte do MDB e do PSD. Entre os favoráveis estão nomes como Eduardo Braga (MDB‑AM), Renan Calheiros (MDB‑AL) e Eliziane Gama (PSD‑MA), além dos membros do PT.
A oposição, representada por PL, Republicanos e outros, já registrou seis votos contrários. Senadores como Eduardo Girão (Novo‑CE), Carlos Portinho (PL‑RJ) e Hamilton Mourão (Republicanos‑RS) declararam que votarão contra a indicação.

Qual é o panorama atual na Comissão de Constituição e Justiça?
A CCJ exige 14 votos favoráveis para encaminhar a indicação ao plenário. Sem essa maioria, o processo permanece travado e a votação final ainda depende da estratégia de articulação política.
Lula anunciou que enviará a mensagem presidencial formalizando a indicação na terça‑feira. A decisão foi tomada após reunião ministerial, buscando ganhar tempo para conquistar votos indecisos.
A sabatina de Messias foi inicialmente marcada para 10 de dezembro, mas o prazo foi considerado apertado pelos governistas. O governo, portanto, adiou o envio da mensagem para ajustar o calendário regimental.
Como evoluiu o apoio ao longo das semanas?
Em novembro, apenas três senadores apoiavam a indicação, contra quatro opositores. Desde então, o número de apoiadores subiu para dez, demonstrando avanço, porém ainda insuficiente.
Senadores que já declararam apoio ao nome de Messias incluem:
- Eduardo Braga (MDB‑AM)
- Renan Calheiros (MDB‑AL)
- Jader Barbalho (MDB‑PA)
- Eliziane Gama (PSD‑MA)
- Ciro Nogueira (PP‑PI)
- Soraya Thronicke (Podemos‑MS)
- Weverton (PDT‑MA) – relator favorável
Entre os que já manifestaram voto contrário estão:
- Eduardo Girão (Novo‑CE)
- Carlos Portinho (PL‑RJ)
- Magno Malta (PL‑ES)
- Rogério Marinho (PL‑RN)
- Hamilton Mourão (Republicanos‑RS)
Quais são os desafios restantes para a aprovação?
O bloco decisivo ainda são os senadores que não se manifestaram. Nomes como Vanderlan Cardoso (PSD‑GO), Sergio Moro (União‑PR) e Oriovisto Guimarães (PSDB‑PR) podem ser alvos de nova articulação.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ainda não declarou posição, o que influencia os indecisos. Sua estratégia de voto apenas em plenário mantém a pressão sobre a comissão.
A votação na CCJ será seguida de um plenário que exige no mínimo 41 votos favoráveis entre 81 senadores. Ambas as votações são secretas, aumentando a imprevisibilidade.
O que acontece agora?
O governo intensificará a negociação nos próximos dias, buscando converter os indecisos e reduzir a resistência da oposição. O calendário da CCJ indica algumas semanas para esse trabalho antes da análise final.

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