Um motorista de 64 anos foi preso em flagrante e indiciado por homicídio doloso depois de atropelar duas crianças em Diadema, na Grande São Paulo, alegando que havia "bebido uma lata de cerveja".
O acidente ocorreu na tarde de 3 de abril, quando o condutor de um Hyundai Creta avançou em alta velocidade pela calçada onde brincavam Sophya, de 10 anos, e Izaias, de 6.

Imagens de câmeras de segurança mostram o automóvel invadindo a via pedestre, colidindo com as duas vítimas e, em seguida, arremessando-se contra o muro de uma residência.
Qual foi a reação das autoridades?
A Polícia Civil registrou o depoimento do condutor, que alegou ter "se atrapalhado com os pedais" e que o acelerador teria travado.
Investigadores contestaram a versão ao analisar as filmagens, que comprovam condução sob efeito de álcool e velocidade excessiva.
O delegado Thiago Ferrari destacou que o agente, ao dirigir embriagado, assumiu o risco de causar morte, configurando homicídio doloso.
Como o caso se relaciona com o histórico de álcool no trânsito?
Este trágico episódio se soma a um cenário alarmante: em 2025, 28% dos acidentes fatais em São Paulo envolveram motoristas alcoolizados.
- 2023 – 1.842 mortes no trânsito, 22% vinculadas ao álcool.
- 2024 – Aumento de 4% nas infrações de condução sob influência.
- 2025 – Implantação de blitz eletrônicas em 12 municípios da região metropolitana.
Apesar das campanhas de conscientização e das leis de tolerância zero, a combinação de alta velocidade e consumo de bebida alcoólica ainda gera fatalidades.
Qual o impacto na comunidade e nas famílias?
Os moradores de Diadema permaneceram no local, contiveram o condutor até a chegada da polícia e expressaram revolta nas redes sociais.
A família das crianças organizou uma arrecadação online para custear o traslado dos corpos a Taquarana, Alagoas, onde o sepultamento será realizado.
Organizações de defesa dos direitos das crianças pedem revisão das políticas de fiscalização e maior presença de agentes nas áreas residenciais.
Na fase atual, o motorista permanece detido, enquanto o Ministério Público prepara a denúncia que pode levar a pena de até 30 anos, conforme o Código Penal.
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