Thawanna Salmázio foi morta a tiros após discutir com uma policial militar na zona leste de São Paulo. O choque começou quando o retrovisor da viatura atingiu o marido, Luciano Santos, e terminou com o disparo que vitimou a mulher.

O incidente ocorreu na madrugada de 3 de abril de 2026, quando a viatura retornou ao local e abordou o casal. Testemunhas gravaram a cena, que mostra a mulher reclamando do dano causado ao esposo.

Em gravações de segurança, ouve‑se a voz de Thawanna protestando antes de ser alvejada. O tiro foi disparado enquanto a policial mantinha o marido rendido, sem socorro imediato.

Qual o histórico de confrontos entre a comunidade e a PM?

A Polícia Militar tem sido alvo de críticas recorrentes por uso excessivo da força. Casos semelhantes já foram registrados em bairros periféricos de São Paulo.

Denúncias de abuso de autoridade aumentaram nos últimos anos, especialmente em abordagens de trânsito. Organizações civis apontam falta de treinamento adequado.

Família de Thawanna relata que a polícia não acionou o SAMU e ainda utilizou spray de pimenta contra Luciano. O marido ficou imobilizado por cerca de 40 minutos.

Como evoluiu a investigação?

O Inquérito Policial Militar foi aberto imediatamente após a ocorrência. A policial Yasmin Ferreira foi afastada preventivamente.

  • 03/04/2026 – Retrovisor da viatura atinge Luciano Santos.
  • 03/04/2026 – Discussão entre Thawanna e a PM Yasmin Ferreira.
  • 03/04/2026 – Disparo que fere Thawanna; ausência de socorro.
  • 04/04/2026 – Família solicita investigação ao DHPP.
  • 08/04/2026 – Inquérito encaminhado ao Ministério Público.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) assumiu a perícia forense. Exames balísticos confirmarão a procedência da arma.

Especialistas forenses analisam a trajetória do projétil e o tempo de resposta dos socorristas. O laudo deve ser entregue ao juiz de instrução.

Quais são as consequências políticas e jurídicas?

O caso reacendeu o debate sobre a necessidade de revisão dos protocolos de uso de arma de fogo. Deputados estaduais já exigem audiências públicas.

Advogados de direitos humanos pedem a responsabilização criminal da agente envolvida. A pena prevista para homicídio culposo pode chegar a 4 anos.

Organizações de sociedade civil convocam protestos nas próximas semanas. Manifestações pretendem pressionar por maior transparência nas corporações policiais.

O que acontece agora? A polícia segue sob investigação enquanto a família aguarda justiça. O processo deve avançar nos tribunais nos próximos meses.

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