O novo sistema de controle de fronteiras da Europa entra em vigor hoje (10/04/2026). A partir desta sexta‑feira, o tradicional carimbo no passaporte será substituído por um registro biométrico que inclui foto e digitais.

Viajantes deverão escanear o documento em totens de autoatendimento. O procedimento exige o preenchimento de informações solicitadas e a captura de dados biométricos no primeiro acesso ao Espaço Schengen.

Controle de fronteiras europeu: agentes verificam documentos em posto de checagem.
Fonte: www.metropoles.com | Reprodução

Nas primeiras semanas, são previstas longas filas nos pontos de fronteira. Como quase todos os passageiros precisarão passar pelos totens, o fluxo pode ser mais demorado até que o cadastro seja consolidado.

Como funciona o novo controle?

O processo começa com a leitura eletrônica do passaporte. Em seguida, o viajante tem a foto tirada e as digitais registradas, tudo em menos de dois minutos.

Os dados biométricos ficarão armazenados por três anos. Eles serão compartilhados entre os serviços de imigração e segurança dos países participantes, facilitando a verificação cruzada.

O sistema cobre 25 países da UE mais Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein. Essa zona, conhecida como Espaço Schengen, permite livre circulação entre os Estados membros.

Irlanda e Chipre permanecem fora do novo regime. Nessas nações, o controle de passaportes continuará usando o método tradicional de carimbo.

Quais são as etapas da implementação?

  • Outubro de 2023 – fase piloto em aeroportos selecionados.
  • Janeiro de 2025 – expansão para fronteiras terrestres e marítimas.
  • 10 de abril de 2026 – entrada em vigor integral em todo o Espaço Schengen.

Após a consolidação dos cadastros, o tempo de espera deverá ser reduzido. Usuários já registrados poderão atravessar os totens em poucos segundos.

O novo modelo também promete viagens mais baratas. A automatização diminui custos operacionais, o que pode refletir em tarifas reduzidas para passageiros.

Impactos na segurança e na migração irregular

O uso de biometria eleva a segurança nas fronteiras. A autenticação por foto e digitais dificulta fraudes e falsificações de documentos.

O compartilhamento de informações entre países reforça o combate à migração irregular. Autoridades europeias terão acesso rápido a históricos de entrada e saída.

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