O número de salas de cinema em funcionamento no Brasil sofreu uma queda em relação ao ano passado, apesar do crescimento nos investimentos para a produção de filmes. Essa é a primeira queda desde a recuperação pós-pandemia de Covid-19.

Salas de cinema fechadas no Brasil: exibidores buscam apoio com queda no número.
Fonte: redir.folha.com.br | Reprodução

De acordo com dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine), há atualmente 3.538 salas de exibição em funcionamento no país, uma redução em relação às 3.545 salas existentes no fim de 2025. Os exibidores estão questionando por que não recebem uma fatia do bolo que cresceu.

A Ancine desembolsou R$ 1,41 bilhão em recursos em 2025, um aumento de 29% em relação a 2024 e de 179% em relação a 2021. No entanto, os donos de salas de cinema estão preocupados com a falta de recursos para a exibição.

Salas de cinema fechadas no Brasil: exibidores buscam apoio com queda no número.
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O que dizem os especialistas?

Cláudio Marques, cineasta e diretor do Cine Glauber Rocha e do Festival Panorama, afirma que o crescimento nos investimentos para os realizadores de cinema é reflexo de um esforço de longo prazo. No entanto, os exibidores precisam de uma organização política para lutar por seus direitos.

O ex-ministro da Cultura Juca Ferreira também destacou a importância de uma política pública para equilibrar a produção e a exibição de filmes. Ele afirma que não se pode produzir tanto filme e não ter exibição, distribuição e promoção.

Os exibidores estão pedindo a destinação de 10% do orçamento anual aplicado no audiovisual brasileiro para políticas permanentes de acesso às salas de cinema e formação de plateia. Além disso, eles pedem um programa emergencial imediato no valor de R$ 120 milhões.

Entenda o impacto

A queda no número de salas de cinema em funcionamento pode ter um impacto significativo na indústria cinematográfica brasileira. A falta de salas de cinema pode levar a uma redução na oferta de filmes nacionais e uma maior dependência do streaming.

Além disso, a falta de recursos para a exibição pode afetar a capacidade dos exibidores de oferecer filmes de qualidade e atrair o público. Isso pode levar a uma redução na audiência e uma maior concorrência com as plataformas de streaming.

Os exibidores estão preocupados com a falta de uma política pública que equilibre a produção e a exibição de filmes. Eles precisam de uma solução imediata para evitar a crise no setor exibidor.

O que acontece agora?

Os exibidores estão se organizando para lutar por seus direitos e pedir uma solução imediata para a crise no setor exibidor. Eles estão trabalhando em conjunto com os especialistas e os governantes para encontrar uma solução que beneficie a todos.

No entanto, a falta de consenso entre os exibidores pode ser um obstáculo para a solução da crise. Eles precisam trabalhar juntos para encontrar uma solução que atenda às necessidades de todos.

A situação é complexa e exige uma solução imediata. Os exibidores precisam de uma política pública que equilibre a produção e a exibição de filmes e garanta a sobrevivência do setor exibidor.

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  • Dados da Ancine: 3.538 salas de exibição em funcionamento no país.
  • Investimentos em 2025: R$ 1,41 bilhão.
  • Pedido dos exibidores: 10% do orçamento anual para políticas permanentes de acesso às salas de cinema e formação de plateia.
  • Programa emergencial: R$ 120 milhões.
  • Salas de cinema fechadas no Brasil: exibidores buscam apoio com queda no número.
    Fonte: redir.folha.com.br | Reprodução