A janela partidária que se encerrou na sexta‑feira da Paixão marcou a última rodada de migrações entre legendas na bancada federal mineira antes da reeleição. Treze deputados mudaram de sigla, alterando a distribuição de cadeiras entre os partidos que disputam o pleito de 2026.

Trajeto sinuoso da reeleição: desafios e estratégias no cenário político.
Fonte: www.em.com.br | Reprodução

Antes do fechamento, o PL detinha 10 cadeiras, o Avante 5 e o PRD‑Solidariedade 5. Após as transferências, o PL passou a contar com 14 representantes, enquanto o Avante e o PRD‑Solidariedade ficaram com apenas uma cada.

Entre os parlamentares que migraram, destacam‑se as deputadas Greyce Elias e Delegada Ione, além dos deputados Dr. Frederico e Lafayette Andrada, todos para o PL. As mudanças foram incentivadas pelos líderes partidários e refletiram estratégias de cálculo eleitoral.

Trajeto sinuoso da reeleição: desafios e estratégias no cenário político.
Fonte: www.em.com.br | Reprodução

Quais foram as principais migrações na bancada mineira?

Os movimentos de filiação concentraram‑se em três grandes blocos: PL, União Progressista e PSD. A seguir, os principais casos:

  • Greyce Elias (Avante → PL)
  • Delegada Ione (Avante → PL)
  • Dr. Frederico (PRD‑Solidariedade → PL)
  • Lafayette Andrada (Republicanos → PL)
  • Pedro Aihara (PRD → PP)
  • Stéfano Aguiar (PSD – permaneceu)
  • Zé Silva (Solidariedade → União)
  • Weliton Prado (Solidariedade → PSD)
  • Bruno Farias (Republicanos → Republicanos – permaneceu)
  • André Janones (Avante → Rede)
  • Duda Salabert (PDT → PSOL)

O PL, que antes contava com 10 deputados, chegou a 14, consolidando‑se como a legenda mais forte da mineração. Essa ampliação eleva seu peso nas negociações de coalizão e no cálculo do quociente eleitoral.

O PSD, que mantinha cinco cadeiras, viu sua bancada cair para três, refletindo perdas para a legenda de centro‑direita. O Republicanos reduziu‑se de quatro para três representantes.

O Avante e o PRD‑Solidariedade, que tinham cinco cadeiras cada, ficaram com apenas uma, indicando um esgotamento da "caça" partidária. Os líderes desses partidos anunciaram encerramento das negociações internas.

Como a reconfiguração partidária pode influenciar a disputa eleitoral?

A redistribuição de cadeiras altera o cálculo do quociente eleitoral, que para Minas será de aproximadamente 210.964 votos. Partidos com maior número de candidatos podem somar votos e garantir vagas adicionais.

Especialistas apontam que a concentração de parlamentares no PL pode facilitar acordos de coligação com o governo federal. O partido já sinalizou interesse em integrar a aliança presidencial para 2026.

A estratégia de "manutenção de mandato" foi citada como motivação central das migrações. Parlamentares buscaram legendas com maior projeção de votos para garantir a reeleição.

O que acontece agora?

Com a janela de filiação encerrada, os partidos devem registrar oficialmente as novas filiações junto ao TSE até 7 de abril. Qualquer recurso será analisado até o final da semana.

Nas próximas semanas, as legendas vão definir suas coligações estaduais e a distribuição de candidaturas para o Senado e a Câmara. O PL já iniciou conversas para ampliar sua aliança com o União Progressista.

O cenário ainda pode mudar caso haja desistências ou novas incorporações de candidatos independentes. O Tribunal Superior Eleitoral acompanha de perto as movimentações para garantir a regularidade do processo.

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