Polícias Civil e Militar executaram nesta sexta‑feira, 11/04/2026, a Operação Pseudo Cacique em Realengo, zona oeste do Rio, visando desarticular a aliança entre a facção Amigo dos Amigos (ADA) e o Comando Vermelho (CV).

Durante quase um ano, investigadores mapearam a convergência entre a ADA e o CV, identificando uma rede de apoio que transformou a região em rota estratégica para o avanço territorial.
Com 24 mandados de prisão expedidos, os agentes cumpriram seis deles, detendo suspeitos ligados ao tráfico, roubo de veículos e à extorsão de comerciantes.

Qual o objetivo da Operação Pseudo Cacique?
O Jardim Novo foi escolhido por sua localização fronteiriça com a comunidade da Taquara e proximidade da Cidade de Deus, área dominada pelo CV.
O grupo criminoso impõe ameaças, controla o fornecimento de gás, água e internet, e está envolvido em roubos de automóveis, cargas e assaltos a estabelecimentos comerciais.
O nome da ação faz referência a Lucas Apostólico da Conceição, conhecido como "Índio", apontado como chefe do tráfico no Complexo do Jardim Novo.
Quem são os agentes envolvidos na ação?
Participaram da operação unidades especializadas que atuam em combate ao crime organizado.
- Coordenadoria de Recursos Especiais (Core)
- Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope)
- Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC)
- Departamento de Polícia Especializada (DGPE)
A aliança entre ADA e CV provocou o fechamento de escolas e unidades de saúde nas comunidades Jardim Novo, Light, Taquara e Jacarepaguá.
- 5 escolas suspensas em Jardim Novo e Light
- 3 escolas fechadas em Santa Maria e Teixeiras
- 2 unidades de Atenção Primária de Saúde interrompidas
Moradores relataram medo e insegurança, mas também manifestaram solidariedade às vítimas das extorsões e dos confrontos armados.
O que acontece agora na zona oeste?
As autoridades continuam a investigar os mandados ainda não cumpridos e a rastrear a liderança fugitiva, que escapou do presídio Bangu 6 em 2023.
O Judiciário já expediu diversas ordens de prisão contra os principais integrantes da rede, preparando processos que devem levar os acusados à Justiça.
Especialistas alertam que a desarticulação parcial pode gerar retaliações e que o combate à expansão territorial das facções exige ações integradas entre segurança pública e políticas sociais.

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