Juliana Brizola (PDT) lidera a corrida pelo governo do Rio Grande do Sul com 24% das intenções de voto, enquanto Luciano Zucco (PL) aparece em segundo lugar com 21%, segundo a pesquisa Quaest divulgada nesta quinta‑feira (30).

Resultados da Pesquisa
A pesquisa apresenta dois cenários: o estímulo, quando os nomes são mostrados ao eleitor, e o espontâneo, quando não são.
No cenário estimulado, Juliana Brizola alcança 24% e Zucco 21%; no espontâneo, os números caem ligeiramente, refletindo menor reconhecimento de campanha.
| Cenário | Juliana Brizola (PDT) | Luciano Zucco (PL) | Gabriel Souza (MDB) | Marcelo Maranata (PSDB) | Rejane Oliveira (PSTU) |
|---|---|---|---|---|---|
| Estimulado | 24% | 21% | ≈9% | ≈8% | ≈5% |
| Espontâneo | ≈20% | ≈18% | ≈7% | ≈6% | ≈4% |
Metodologia e Margem de Erro
A Quaest entrevistou 1.104 eleitores com 16 anos ou mais entre 24 e 28 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95 %.
O estudo foi encomendado pela Genial Investimentos e registrado no TSE sob o código RS‑03000/2026.
Perfil do Eleitor Gaúcho
Quando questionados sobre a firmeza da escolha, apenas 30 % afirmaram que a decisão de voto está definida, enquanto 68 % disseram que ainda podem mudar.
Em relação às alianças, 23 % preferem um governador aliado ao presidente Lula, 28 % optam por um aliado de Jair Bolsonaro, e 45 % veem um candidato independente como a melhor alternativa.
Sobre a continuidade de gestão, 17 % defendem que o próximo governador deve manter o atual caminho, 47 % desejam mudar o que consideram insuficiente, e 33 % pedem uma mudança total.
Alianças Políticas e Cenário de Segunda Volta
A Quaest realizou três simulações de segundo turno, mas os números específicos não foram divulgados, indicando ainda grande volatilidade nas preferências.
O diretor da pesquisa, Felipe Nunes, apontou que apenas 20 % reconhecem Juliana Brizola como candidata apoiada por Lula, e 27 % associam Zucco a Bolsonaro, evidenciando baixa clareza sobre alianças.
A Visão do Especialista
De acordo com a professora Ana Cláudia Moraes, especialista em ciência política da UFRGS, o cenário ainda está em fase de consolidação, e a elevada porcentagem de eleitores indecisos (68 %) pode abrir espaço para campanhas de alianças estratégicas até o segundo turno.
Ela destaca que a margem de erro de três pontos permite que os dois líderes de pesquisa estejam tecnicamente empatados, o que pode incentivar negociações de coalizão entre partidos centrais e de direita.
Para os analistas de mercado, a incerteza política pode influenciar decisões de investimento em setores como agronegócio e energia, tradicionalmente sensíveis a políticas estaduais.
Em síntese, o próximo mês será decisivo para definir se Juliana Brizola ou Luciano Zucco conseguirão ampliar sua base e transformar a indecisão em apoio sólido antes da votação de outubro.
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