Petrobras aumentou em 55% o preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) a partir de 1º de abril de 2026, gerando alerta imediato nas companhias aéreas e nos consumidores.
O salto reflete a alta do barril Brent, que passou de US$ 70 no fim de fevereiro para cerca de US$ 118 em março, impulsionado pela escalada de conflitos no Oriente Médio.
Os ajustes mensais do QAV são previstos em contrato e seguem indicadores de petróleo e da cotação do dólar, o que vincula o combustível ao mercado internacional.
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Por que o preço do querosene subiu tanto?

Para as linhas domésticas, o aumento eleva o custo operacional das companhias em até 30%, pressionando a margem de lucro e a competitividade.
Para o passageiro, a expectativa é de alta de 10% a 15% nas tarifas aéreas, reduzindo o poder de compra e limitando a demanda por viagens de lazer.
Com mais de 80% do QAV consumido no Brasil produzido internamente, a precificação ainda segue a paridade internacional, ampliando a vulnerabilidade a choques externos.
- Preço médio de venda do QAV em março: R$ 4,20/L
- Preço a partir de abril (55% a mais): R$ 6,51/L
- Participação do QAV no custo total de voo: ~30% a 40%
Quais são os reflexos para as companhias aéreas?
A ABear alerta que o reajuste pode inviabilizar novas rotas e restringir a conectividade, comprometendo a democratização do transporte aéreo.
Empresas já sinalizam revisão de planos de expansão e renegociação de contratos de leasing, buscando amortizar o impacto fiscal.
Algumas operadoras consideram a adoção de hedging de combustível como estratégia de mitigação, embora o custo desse instrumento aumente com a volatilidade.
O que o governo propõe para conter o impacto?
Ministério dos Portos e Aeroportos enviou proposta de redução da alíquota do PIS/Cofins, do IOF e do Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves.
Analistas estimam que a diminuição combinada desses tributos pode gerar economia de até R$ 1,2 bilhão para o setor, mas reduzirá arrecadação federal em cerca de R$ 800 milhões.
O debate ainda está em fase inicial; a efetividade dependerá da aprovação legislativa e da capacidade de compensar a perda de receita.
Qual o cenário para os próximos meses?
Se a cotação do Brent permanecer acima de US$ 110, espera‑se que o próximo ajuste em maio mantenha a elevação de 50% a 60%.
Entretanto, a possibilidade de desescalada dos conflitos no Oriente Médio ou de estabilização cambial pode moderar a alta e abrir espaço para negociações de preço.
Para o bolso do consumidor, a recomendação é monitorar promoções antecipadas e considerar alternativas de transporte terrestre em rotas curtas.
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