Prefeitura de Dourados intensifica o combate à chikungunya com uma varredura em massa de imóveis e a implantação de um protocolo emergencial de regulação médica, conforme divulgado em 11/04/2026.

Mais de 1,5 mil residências foram fiscalizadas na última quarta‑feira (8) por 81 agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), que percorreram 1 571 imóveis nos bairros mais críticos.

Os resultados apontam oito focos ativos do Aedes aegypti e 228 casas fechadas, além de 34 notificações e tratamento químico em 87 depósitos de água parada.

Quais bairros foram priorizados na ação?

Os esforços se concentraram em áreas com maior incidência de casos, como Terra Dourada, Parque das Nações I e II, Vila Marabá, Altos da Monte Alegre, Vila Maxwell e Jardim Água Boa.

  • Terra Dourada
  • Parque das Nações I e II
  • Vila Marabá
  • Altos da Monte Alegre
  • Vila Maxwell
  • Jardim Água Boa
  • Vila Roma
  • Altos do Indaiá
  • Residencial Esplanada

Além da inspeção, o CCZ aplicou inseticida (fumacê) em 157 quarteirões usando o veículo LECO, atingindo bairros como Jardim Guanabara, Vila Rosa e Jardim Caramuru.

Como está sendo feita a fiscalização e a punição?

O órgão prepara 292 notificações e 394 autos de infração, resultando em 24 multas já emitidas contra proprietários de imóveis abandonados ou com criadouros.

Trinta e duas unidades já regularizaram a situação após receberem alerta, enquanto 97 foram reavaliadas para confirmar a eliminação dos focos.

O que muda com o protocolo emergencial de saúde?

O Ministério da Saúde aprovou a Resolução SES/MS nº 555, que estabelece decisão regulatória em até uma hora para casos classificados como P1.0 ou P1.1 (graves ou potencialmente graves).

A "vaga zero" permite transferência imediata de pacientes críticos mesmo sem leitos disponíveis, garantindo atendimento rápido em situações extremas.

Qual o panorama epidemiológico atual?

A taxa de positividade da chikungunya está entre 72 % e 79 %, com registro de casos graves, gestantes infectadas e óbitos em 2026, reforçando a urgência das medidas.

O Hospital Universitário da UFGD será a primeira referência para pacientes críticos, seguido pelo Hospital Regional, com a "vaga zero" como plano B.

  • Sinais de choque
  • Desidratação grave
  • Rebaixamento do nível de consciência
  • Insuficiência respiratória
  • Gestação e comorbidades
  • População indígena vulnerável

Com a ação coordenada entre CCZ, COE e rede hospitalar, Dourados busca conter a propagação e reduzir a mortalidade, mas a colaboração da população – eliminar água parada – continua essencial.

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