Um ciclone extratropical atingiu, nesta segunda‑feira (6), cinco estados do sul do Brasil com rajadas de vento que chegam a 100 km/h. O fenômeno, o primeiro do outono de 2026, se formou entre o litoral do Uruguai e o Rio Grande do Sul e deve permanecer ativo até sexta‑feira (10).

O centro de baixa pressão se desenvolveu sobre águas frias do Atlântico Sul, alimentando a instabilidade atmosférica. Essa zona de convergência gerou chuvas intensas e ventos fortes que se espalharam rapidamente para o interior.

Agências como a Epagri/Ciram, a Defesa Civil e o MeteoRed monitoram o sistema em tempo real. Os boletins apontam risco moderado a alto de alagamentos e enxurradas, sobretudo na Grande Florianópolis e no Litoral Norte.

Quais estados foram mais afetados?

  • Santa Catarina – ventos de até 100 km/h na região oeste.
  • Rio Grande do Sul – rajadas de 70 km/h, com picos de 100 km/h na zona leste.
  • Paraná – ventos de até 60 km/h e temporais isolados.
  • São Paulo – condições de instabilidade com rajadas de 60 km/h.
  • Uruguai (região costeira) – precursor da formação do ciclone.

Em Santa Catarina, o risco de alagamentos aumenta nas áreas baixas e nas bacias de rios menores. A Defesa Civil recomenda a evacuação de zonas vulneráveis e a observação constante dos alertas de enchentes.

No Rio Grande do Sul, as previsões apontam ventos sustentados de 70 km/h, com picos de 100 km/h ao entardecer da quarta‑feira (8). As autoridades estaduais já ativaram o plano de contingência para queda de energia e danos a infraestruturas.

Paraná e São Paulo enfrentam temporais com granizo e descargas elétricas intensas. As regiões leste de ambos os estados podem registrar ventos de até 60 km/h, provocando interrupções no trânsito.

Como evoluiu a previsão ao longo dos dias?

  • 06/04 – Início do ciclone com ventos de 80 km/h em SC e RS.
  • 07/04 – Aumento de chuvas e vendavais isolados em todas as áreas afetadas.
  • 08/04 – Ponto máximo de intensidade: rajadas de 100 km/h no leste do RS e Serra Catarinense.
  • 09/04 – Sistema começa a se deslocar para o oceano, mas ainda gera ventos de 70 km/h.
  • 10/04 – Diminuição gradual da instabilidade; risco moderado de novas precipitações.

As temperaturas despencam nas áreas de serra, com mínimas abaixo de 10 °C. No litoral, as mínimas ficam entre 11 °C e 15 °C, enquanto as máximas não ultrapassam 25 °C, exceto no oeste catarinense, que chega a 28 °C.

Os setores agrícola e de energia já sentem os efeitos da tempestade. Cultivos de frutas e hortaliças sofrem com o granizo, e linhas de transmissão registram quedas de energia devido às árvores derrubadas.

A Defesa Civil intensificou a comunicação via SMS, rádios comunitárias e aplicativos de alerta. Populações vulneráveis foram orientadas a buscar abrigos seguros e a evitar deslocamentos desnecessários.

Historicamente, ciclones extratropicais são raros no outono brasileiro, mas o aquecimento global tem aumentado sua frequência. Estudos do INPE apontam que eventos semelhantes podem se tornar mais comuns nas próximas décadas.

O que fazer diante desse cenário?

  • Fique atento aos avisos da Defesa Civil e aos boletins meteorológicos.
  • Proteja portas e janelas; retire objetos soltos do quintal.
  • Tenha um kit de emergência com lanternas, baterias, água e alimentos não perecíveis.
  • Evite áreas de risco de alagamento e siga rotas alternativas se houver bloqueios.
  • Informe familiares e vizinhos sobre o andamento da tempestade.

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