A Reforma Tributária brasileira deu um importante passo no enfrentamento das desigualdades de gênero, zerando as alíquotas do IBS e da CBS incidentes sobre produtos de cuidados básicos à saúde menstrual. Essa medida é uma vitória para a dignidade feminina e ataca de frente uma distorção antiga do nosso sistema.

Os produtos de cuidados básicos à saúde menstrual, como tampões higiênicos e absorventes internos e externos, descartáveis ou reutilizáveis, são essenciais para a saúde e a dignidade das mulheres. No entanto, muitas vezes são vendidos por valores mais altos que os produtos masculinos equivalentes.
A Constituição Federal de 1988 já estabelece como objetivo fundamental da República a promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação. A igualdade entre homens e mulheres é um direito fundamental e o princípio da isonomia tributária é um limite ao poder de tributar.

O que dizem os especialistas?
Os especialistas destacam que a Reforma Tributária sinaliza uma evolução institucional ao alinhar o desenho do sistema fiscal aos compromissos constitucionais e internacionais assumidos pelo Brasil. A medida é um passo importante na construção de um sistema mais justo e sensível às questões de gênero.
A tributação sobre o consumo ainda ocupa posição central na arrecadação brasileira, o que pode gerar impactos desiguais conforme padrões de consumo e renda. O aprofundamento do debate sobre justiça fiscal com perspectiva de gênero permanece essencial para assegurar que o sistema tributário atue como instrumento efetivo de redução das desigualdades.
A Reforma Tributária também é um avanço histórico para as brasileiras, pois reconhece a essencialidade dos produtos de cuidados básicos à saúde menstrual e contribui para mitigar desigualdades que afetam diretamente a saúde, a dignidade e a participação social das mulheres. Isso é especialmente importante considerando que as mulheres recebem 19,4% a menos que os homens, de acordo com o 1º Relatório de Transparência Salarial do Ministério do Trabalho.
Entenda o impacto
O impacto da Reforma Tributária sobre as desigualdades de gênero é significativo, pois ajuda a reduzir a carga tributária sobre produtos essenciais para a saúde e a dignidade das mulheres. Isso pode ter um efeito positivo na economia e na sociedade como um todo, pois as mulheres são uma força importante no mercado de trabalho e no consumo.
A medida também é um exemplo de como a política fiscal pode ser usada para promover a igualdade de gênero e reduzir as desigualdades. Isso pode inspirar outras políticas e ações que visem promover a justiça fiscal e a igualdade de gênero no Brasil.
Além disso, a Reforma Tributária é um passo importante para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, especialmente o ODS 5, voltado à igualdade de gênero. Isso pode ajudar a promover a igualdade de gênero e a justiça fiscal no Brasil e em todo o mundo.
O que acontece agora?
Agora que a Reforma Tributária foi aprovada, é importante continuar a trabalhar para promover a igualdade de gênero e a justiça fiscal no Brasil. Isso pode incluir a implementação de políticas e ações que visem reduzir as desigualdades de gênero e promover a igualdade de oportunidades para todos.
Além disso, é importante continuar a monitorar o impacto da Reforma Tributária sobre as desigualdades de gênero e fazer ajustes necessários para garantir que a política fiscal seja justa e eficaz. Isso pode incluir a realização de estudos e pesquisas para entender melhor o impacto da Reforma Tributária e identificar áreas para melhoria.
Em resumo, a Reforma Tributária é um importante passo para promover a igualdade de gênero e a justiça fiscal no Brasil. É importante continuar a trabalhar para promover a igualdade de gênero e a justiça fiscal, e garantir que a política fiscal seja justa e eficaz para todos.

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