Mais de 100 torcedores foram detidos após a briga entre torcidas do Remo e do Vasco na avenida Almirante Barroso, em Belém, minutos antes da partida da 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
A Polícia Militar acionou balas de borracha para conter a confusão, interrompendo dois ônibus que transportavam fãs e impedindo que a violência se espalhasse pelos veículos e pedestres.
O confronto atrasou o início do jogo e gerou preocupação entre organizadores, que tiveram que reforçar o cerco de segurança no Estádio da Curuzu.
Qual o histórico de confrontos entre Remo e Vasco?
Rivalidade que vai além da zona Norte – os dois clubes já protagonizaram episódios de tensão desde a década de 1990, quando torcidas organizadas começaram a se enfrentar em jogos decisivos.
| Confronto | Vitórias Remo | Vitórias Vasco | Empates |
|---|---|---|---|
| Campeonato Brasileiro (últimos 5 anos) | 2 | 3 | 0 |
| Copa do Brasil | 1 | 1 | 0 |
Na tabela atual, o Remo ocupa a 14ª posição com 19 pontos, enquanto o Vasco luta contra o rebaixamento, somando 16 pontos e ainda precisando de vitórias para escapar da zona de descenso.
Do ponto de vista tático, o Remo aposta no contra‑ataque rápido, enquanto o Vasco tenta impor um jogo de posse, o que costuma gerar atritos nas áreas de pressão.
Como as autoridades reagiram ao episódio?
A PM utilizou munição não letal (balas de borracha) e realizou bloqueios de trânsito para isolar a zona, evitando que a violência alcançasse o estádio.
- ~100 pessoas apresentadas na delegacia do Benguí;
- Investigação em fase inicial para identificar responsáveis;
- Presença reforçada de GCM nas vias de acesso ao estádio.
A delegacia do Benguí já abriu procedimentos para autuação por perturbação da ordem pública, agressão e dano ao patrimônio.
Clube do Remo e Vasco ainda não emitiram posicionamento oficial, apesar das solicitações de imprensa, mantendo silêncio enquanto a polícia avança nas investigações.
O que isso significa para o futebol brasileiro?
O incidente evidencia a necessidade de revisão das normas de segurança da CBF, que já prevê protocolos de prevenção de violência entre torcidas organizadas.
Especialistas recomendam maior integração entre polícia e clubes, com treinamento de seguranças privados e campanhas de conscientização entre os fãs.
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