Caíque Verli de Sousa, de 33 anos, foi encontrado morto em seu apartamento no Jardim da Penha, em Vitória (ES), e será sepultado nesta sexta‑feira (24) no Cemitério Jardim da Paz, em Carangola (MG). O repórter da TV Gazeta e colaborador do g1 era natural de Carangola, onde familiares, amigos e colegas se reunirão para prestar a última homenagem.

Contexto da tragédia e antecedentes pessoais

Formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) entre 2011 e 2015, Caíque iniciou sua carreira no jornalismo impresso antes de migrar para o digital e a TV. Sua trajetória inclui passagem pela rádio CBN Vitória, onde consolidou fontes na área de segurança pública, antes de assumir a bancada da Gazeta Meio‑Dia.

Os últimos dias de Caíque Verli

Na manhã de quinta‑feira (23), colegas perceberam sua ausência no plantão e, ao tentar contato, não obtiveram resposta. Uma equipe de reportagem chegou ao apartamento e encontrou o corpo do jornalista caído no chão, sem sinais de violência externa.

Investigação policial: causas e hipóteses

A Polícia Civil do Espírito Santo abriu inquérito para averiguar se a morte está ligada a uma crise convulsiva. Diligências no local apontam para causas de saúde, já que o repórter tinha histórico de convulsões, embora não tivesse relatado episódios recentes.

Repercussão institucional e homenagens

Autoridades estaduais, como o governador Ricardo Ferraço e o presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Santos, emitiram notas de pesar. O Tribunal de Justiça do ES, a Polícia Rodoviária Federal e diversas redações também registraram condolências públicas.

Impacto no mercado de mídia regional

A perda de um repórter experiente afeta diretamente a cobertura de segurança pública, segmento no qual Caíque era referência. A TV Gazeta deverá redistribuir pautas, potencialmente reduzindo a profundidade de investigações locais até a contratação de substituto.

O papel do jornalista na era da informação rápida

Em tempos de desinformação, a morte de Caíque ressalta a importância de profissionais comprometidos com a apuração rigorosa. Seu método de cruzamento de fontes e verificação de dados permanece como modelo para jovens comunicadores.

Linhas do tempo dos fatos

DataEvento
22/07/2026Caíque chega ao apartamento por volta das 15h (câmeras de monitoramento).
23/07/2026Falta ao trabalho; colegas tentam contato sem sucesso.
23/07/2026Equipe da TV Gazeta encontra o corpo no apartamento.
24/07/2026Velório às 7h e sepultamento às 16h em Carangola (MG).

Reações da comunidade jornalística

Bruno Dalvi, editor‑chefe da TV Gazeta, destacou o comprometimento e a ética de Caíque nas coberturas de segurança. "Honraremos sua memória fazendo jornalismo com o mesmo coração partido, mas incansável", afirmou.

Aspectos legais e procedimentos de sepultamento

O procedimento seguiu as normas da Polícia Civil e da Secretaria de Saúde do ES, que autorizou a liberação do corpo após autópsia. O traslado para Minas Gerais foi realizado por empresa funerária credenciada, garantindo dignidade ao funeral.

O legado de Caíque Verli para o futuro do jornalismo

Além das matérias, Caíque deixou um acervo de entrevistas e fontes que servirão de base para investigações futuras. Estudantes de jornalismo da UFV já planejam criar um projeto de memória digital em sua homenagem.

A Visão do Especialista

Especialistas em comunicação afirmam que a morte inesperada de um repórter ativo pode gerar lacunas temporais nas pautas de segurança pública. Recomenda‑se que redações adotem protocolos de backup de fontes e treinamento cruzado para mitigar impactos semelhantes.

Compartilhe essa reportagem com seus amigos.