Republicanos do Congresso dos EUA estão pressionando por um fim à guerra no Irã após 60 dias de conflito. O impasse surgiu quando o presidente Donald Trump se recusou a solicitar autorização legislativa, violando a War Powers Resolution de 1973, e desencadeou um debate interno no Partido Republicano.

Contexto Histórico

O conflito começou em 28 de fevereiro de 2026, após a destruição de instalações nucleares iranianas por forças americanas. A operação foi apresentada como uma resposta a supostos planos de ataque nuclear de Teerã, mas rapidamente se transformou em uma campanha militar prolongada no Oriente Médio.

Cronologia dos 60 dias

Os principais marcos do conflito foram registrados ao longo de dois meses intensos. A seguir, os eventos mais relevantes:

  • 28/02/2026 – Início das hostilidades com ataques a instalações nucleares.
  • 02/03/2026 – Trump notifica o Congresso, iniciando o prazo de 60 dias da War Powers Resolution.
  • 07/04/2026 – Bloqueio naval no Estreito de Hormuz, considerado ato de guerra.
  • 01/05/2026 – Vencimento do prazo legal; Trump declara cessar-fogo.
  • 04/05/2026 – Senadores republicanos começam a exigir autorização formal.

Base Legal: War Powers Resolution (1973)

A lei estabelece que o presidente pode empregar tropas por até 60 dias sem aprovação do Congresso, exigindo autorização ou retirada após esse período. Caso o Congresso não autorize, o presidente tem mais 30 dias para encerrar as operações, sob pena de violação constitucional.

Apoio Inicial ao Executivo

Nos primeiros dois meses, a maioria dos líderes republicanos respaldou a estratégia de Trump, citando a necessidade de resposta rápida a ameaças iranianas. Essa postura refletia a aliança política consolidada após as eleições de 2024, quando o partido cedeu grande parte de sua agenda ao presidente.

Ruptura no Consenso Republicano

A senadora Susan Collins (Maine) rompeu com a linha partidária ao votar, ao lado dos democratas, a resolução que pedia o fim imediato da guerra. Seu voto, embora não tenha sido suficiente para aprovar a medida, sinalizou um crescente ceticismo dentro do caucus.

Lisa Murkowski (Alasca) anunciou a intenção de forçar uma votação no Senado para estabelecer critérios de saída e métricas de sucesso. A proposta inclui exigência de relatórios mensais ao Congresso, limitando a autonomia presidencial.

Josh Hawley (Missouri) e John Curtis (Utah) declararam que, sem autorização legislativa, o presidente perderá respaldo constitucional para manter as forças no Irã. Ambos exigem um parecer jurídico formal da Casa Branca.

Declarações da Casa Branca

Trump, em carta ao Congresso, afirmou que as hostilidades cessaram em 7 de abril, apesar do bloqueio no Hormuz. O secretário de Defesa Pete Hegseth corroborou, alegando que o cessar-fogo suspendeu o prazo da War Powers Resolution, interpretação rapidamente rejeitada por juristas.

Repercussões Econômicas

O conflito elevou os preços globais de energia e provocou volatilidade nos mercados financeiros. A seguir, indicadores de variação desde o início da guerra:

IndicadorAntes da guerraApós 60 dias
Preço da gasolina (USD/gal)3,204,10
Índice de commodities (US CPI)102,5108,7
Valor do dólar (USD/BRL)5,125,45
Índice S&P 5004.8004.450

Análise de Especialistas

Especialistas em direito constitucional afirmam que a interpretação de Hegseth sobre a suspensão do prazo legal carece de fundamento. O professor Michael Gerhardt, da Universidade de Harvard, destaca que a War Powers Resolution permanece vinculante, a menos que o Congresso conceda autorização expressa.

A Visão do Especialista

O cenário indica que a pressão republicana pode forçar um debate legislativo antes das eleições de meio de mandato de 2026. Caso o Congresso imponha limites ou exija um plano de retirada, o executivo terá de renegociar sua estratégia militar, o que poderá influenciar tanto a política externa quanto a percepção pública sobre a liderança de Trump.

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