A bomba foi lançada! A renomada revista americana Variety revelou os salários astronômicos das estrelas Meryl Streep, Anne Hathaway e Emily Blunt para reprisar seus icônicos papéis em "O Diabo Veste Prada 2". Com um cachê de US$ 12,5 milhões (cerca de R$ 61,5 milhões) para cada atriz, o trio elevou o patamar das negociações para continuações de clássicos de Hollywood. E tem mais: com o sucesso estrondoso do filme, as atrizes ainda podem embolsar mais de US$ 20 milhões cada, graças a um acordo de participação nos lucros.

O impacto do "favored nations" nos bastidores de Hollywood
O que chama atenção neste acordo é o uso do mecanismo "favored nations", que garante condições financeiras iguais para membros específicos do elenco. Segundo fontes da Variety, o estúdio 20th Century Studios apostou nessa estratégia para garantir a volta do trio de protagonistas, algo que foi crucial para o sucesso da sequência. Afinal, quem consegue imaginar "O Diabo Veste Prada" sem a lendária Miranda Priestly, interpretada por Meryl Streep?
O uso do "favored nations" não é exatamente novidade, mas é uma raridade em produções de grande orçamento. Especialistas apontam que a estratégia reforça a importância da equidade salarial em Hollywood, um tema que vem ganhando força nos últimos anos, especialmente para atrizes de renome como Hathaway e Blunt, que têm lutado por condições financeiras justas em relação aos seus colegas masculinos.
O salto financeiro desde o primeiro filme
Para colocar em perspectiva, o primeiro "O Diabo Veste Prada", lançado em 2006, custou cerca de US$ 35 milhões e arrecadou mais de US$ 326 milhões globalmente. Já a sequência, lançada em 2026, teve um orçamento muito mais robusto, estimado em US$ 100 milhões. Uma parte significativa desse valor foi destinada aos salários do elenco principal — uma decisão que, ao que tudo indica, foi acertada, dado o sucesso estrondoso do filme nas bilheterias.
Comparativo entre os dois filmes:
| Filme | Orçamento | Bilheteria Global |
|---|---|---|
| O Diabo Veste Prada (2006) | US$ 35 milhões | US$ 326 milhões |
| O Diabo Veste Prada 2 (2026) | US$ 100 milhões | US$ 300 milhões* |
*Até o momento
A força de Meryl Streep na negociação
É impossível falar sobre o retorno de "O Diabo Veste Prada" sem destacar o peso de Meryl Streep nesse processo. A vencedora de três Oscars é considerada uma das atrizes mais respeitadas e bem pagas de Hollywood. Mesmo assim, seu cachê para o filme ficou abaixo do que ela poderia exigir — o que, segundo fontes, foi equilibrado pela proposta de participação nos lucros e pela garantia de salários iguais para suas colegas de elenco.
Além disso, a roteirista Aline Brosh McKenna revelou que a veterana atriz já demonstrava interesse em revisitar Miranda Priestly há cerca de dois anos. A disposição de Streep em negociar foi uma peça-chave para que o projeto saísse do papel.
Anne Hathaway e Emily Blunt: de coadjuvantes a estrelas
Se no primeiro filme Anne Hathaway e Emily Blunt eram vistas, respectivamente, como a jovem protagonista em ascensão e a assistente sarcástica de segundo plano, em "O Diabo Veste Prada 2", ambas chegaram ao set como estrelas de peso. Hathaway, vencedora de um Oscar por "Os Miseráveis", e Blunt, com papéis de destaque em produções como "Um Lugar Silencioso" e "O Retorno de Mary Poppins", têm consolidado suas carreiras como atrizes de ponta na indústria.
O cachê milionário delas, igual ao de Streep, reflete esse crescimento. É um marco para a indústria, que muitas vezes subestima o valor das atrizes em sequências de grandes produções.
Reação da web: fãs comemoram, mas há críticas
A revelação dos salários gerou um burburinho na internet. Muitos fãs celebraram a igualdade salarial entre as três protagonistas, considerando o fato um avanço para a representatividade feminina em Hollywood. "É assim que se faz! Finalmente as mulheres estão sendo valorizadas igualmente", comentou uma usuária no Twitter, ganhando milhares de curtidas.
No entanto, nem tudo foi festa. Alguns internautas questionaram o alto orçamento do filme, alegando que os cachês inflacionados poderiam ser investidos em novos talentos. "US$ 12,5 milhões para cada uma? Não é à toa que os ingressos estão custando o olho da cara", criticou outro internauta.
Próximos passos: o que esperar do futuro da franquia?
Com o sucesso financeiro de "O Diabo Veste Prada 2", já começaram a surgir especulações sobre um possível terceiro filme. Embora a produção ainda não tenha sido confirmada, o diretor David Frankel deu indícios de que o universo de Miranda Priestly ainda tem muito a oferecer. "Se a história certa aparecer, quem sabe?", teria dito recentemente em uma entrevista.
Para os fãs, a expectativa é de que a sequência continue explorando as dinâmicas de poder, moda e empoderamento feminino que fizeram do filme original um marco cultural. E, claro, todos aguardam ansiosos para ver se o próximo capítulo da franquia trará ainda mais surpresas — e talvez até números ainda mais impressionantes.
A visão do especialista
O sucesso de "O Diabo Veste Prada 2" não é apenas uma vitória comercial, mas também um marco na luta pela equidade salarial em Hollywood. O uso do mecanismo "favored nations" e a valorização de suas protagonistas mostram como a indústria está, ainda que lentamente, se adaptando às demandas por igualdade.
Além disso, o desempenho financeiro do longa reforça um ponto importante: histórias bem contadas com personagens fortes e identificáveis têm espaço garantido, mesmo em um mercado cada vez mais dominado por franquias de super-heróis. O trio Streep, Hathaway e Blunt provou que talento e química são tão valiosos quanto qualquer efeito especial.
Resta saber se a 20th Century Studios vai seguir apostando na franquia ou se este será o "encerramento de ouro" para um dos universos mais icônicos do cinema contemporâneo. Enquanto isso, os fãs podem comemorar: Miranda Priestly ainda é a rainha absoluta da indústria — e das bilheterias.
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