O Diário Oficial da União (DOU) de 22 de julho de 2026 formalizou uma significativa reestruturação administrativa no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA). A Portaria nº 25.017, assinada pelo diretor-geral Bruno Giorgi Almeida e Silva, estabelece uma série de exonerações, nomeações e designações para cargos em comissão e funções comissionadas. Essas mudanças visam otimizar a eficiência dos trabalhos do tribunal, especialmente em áreas estratégicas como presidência, gabinetes de juízes e gestão de pessoas.

Funcionários do Tribunal Regional Eleitoral do Pará em reunião de reestruturação
Fonte: www.otempo.com.br | Reprodução

O que motivou a reestruturação?

A reorganização administrativa do TRE-PA é fundamentada na Resolução TRE/PA nº 5.882/2026, que promoveu alterações em sua estrutura organizacional. Segundo o documento oficial, o objetivo é adaptar o tribunal às novas demandas administrativas e judiciais, acompanhando o processo de digitalização e modernização dos fluxos internos. Auditorias recentes apontaram a necessidade de maior especialização e eficiência em setores como planejamento de contratações e execução de processos administrativos.

Principais mudanças nos cargos

Entre os destaques das alterações está a nomeação de Aristheu Arroxelas Lins Leal. O servidor foi promovido do cargo de assessor I (CJ-1) do Gabinete V dos Juízes Membros para coordenador (CJ-2) da Coordenadoria de Cumprimento de Sentença e Sistemas Executivos. Essa mudança busca fortalecer os sistemas de execução do tribunal.

Outro movimento relevante foi a designação de Áida Silvana Barbosa Varela Moy Anaisse. Ela deixou a função de assistente VI (FC-6) na Presidência para assumir o cargo de assessora II (CJ-2) na Assessoria de Gestão da Informação. Já Dellysié Oseko de Araújo Rezende passou a atuar como assessora I na Assessoria Jurídica da Diretoria-Geral.

Diferença entre cargos e funções comissionadas

Para facilitar a compreensão, é importante destacar que os cargos em comissão (CJ) são posições de confiança destinadas a atribuições de direção, chefia e assessoramento, podendo ser ocupadas por servidores de carreira ou, em casos específicos, por profissionais externos. Já as funções comissionadas (FC) são gratificações exclusivas para servidores concursados que assumem responsabilidades adicionais, como chefia ou assistência técnica.

Setores estratégicos impactados

A reestruturação também envolveu mudanças em setores técnicos e administrativos. Sinara Lubiana Mendes foi nomeada para o Gabinete V dos Juízes Membros, enquanto Robson de Freitas Costa assumiu a Assessoria Especial de Agentes de Contratação. No âmbito das funções comissionadas, Raimunda de Jesus Pires Borges passou a liderar o Núcleo de Escrituração Fiscal, e Lucélia Cunha Moraes Zagury assumiu a chefia da Seção de Informações de Obrigações Fiscais e Previdenciárias.

Além disso, Ana Paula Nunes Menezes foi designada para chefiar o Núcleo de Sindicância e Processo Administrativo Disciplinar, setor responsável por apurar irregularidades funcionais. Na área de tecnologia, Marco Antonio Fagundes de Moraes e Charles Alex dos Santos Batista assumiram funções de suporte na Secretaria de Gestão de Pessoas e no planejamento de contratações, respectivamente.

Impacto na segurança institucional

A área de segurança também foi contemplada. Servidores como Matheus Marinho Moura e Omar Lameira Costa, que atuam como agentes da polícia judicial, foram designados para funções de assistência técnica junto à Diretoria-Geral. Isso reflete a preocupação do TRE-PA em garantir a segurança operacional e institucional em um ambiente cada vez mais digitalizado.

Relação com a modernização administrativa

As mudanças no TRE-PA ocorrem em um momento de transformação estrutural nos tribunais eleitorais de todo o país. A digitalização dos processos jurídicos tem imposto novas demandas, exigindo maior especialização e eficiência nos núcleos técnicos. A redefinição de coordenações e assessorias, como a de sistemas executivos e planejamento de contratações, se alinha com essa tendência nacional de modernizar a administração pública.

Próximos passos e desafios

A implementação do novo organograma do TRE-PA deverá ser monitorada para garantir que os objetivos de eficiência e modernização sejam atingidos. É esperado que a redistribuição de cargos permita maior agilidade no julgamento de processos e na execução de atividades internas. No entanto, o sucesso da reestruturação dependerá da adaptação dos servidores às novas funções e fluxos de trabalho.

A Visão do Especialista

Segundo especialistas em administração pública, reestruturações como essa são fundamentais para adequar as instituições às demandas contemporâneas. No caso do TRE-PA, a ênfase em áreas técnicas e a modernização de processos refletem um esforço para garantir maior eficiência e transparência. No entanto, o impacto dessas mudanças deve ser avaliado a médio e longo prazo, especialmente no que diz respeito à capacidade de resposta do tribunal a processos eleitorais complexos.

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