Um adolescente de 12 anos foi baleado na Avenida Vasco da Gama, em Salvador, na noite de quarta‑feira (8). O jovem foi atingido no pé durante um ataque de tiros que ocorreu nas proximidades da Ladeira Vila América.
Segundo a Polícia Civil, dois homens em uma motocicleta passaram pelo local disparando arma de fogo. Os disparos atingiram o menor e, segundo a Polícia Militar, também a mãe dele, de 59 anos, embora ainda não haja confirmação oficial.
O adolescente recebeu socorro imediato e foi encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde permanece internado. Até o momento, o estado de saúde das vítimas não foi divulgado.
Como ocorreu o tiroteio?
Rondas da 26ª Companhia Independente ouviram os disparos por volta das 22h20. Os policiais chegaram ao local, prestaram primeiros socorros e levaram os feridos para a unidade de saúde mais próxima.
Testemunhas afirmam que a motocicleta circulou rapidamente pela avenida antes de desaparecer. Não há relatos de outras armas ou veículos envolvidos.
As autoridades ainda não identificaram os suspeitos nem prenderam ninguém. A investigação está sob a responsabilidade da Polícia Civil, que solicita informações à população.
Qual o histórico de violência na região?
Os índices de criminalidade na Ladeira Vila América têm apresentado crescimento nos últimos anos. Dados oficiais revelam um aumento de ocorrências violentas.
- 2023: 42 casos de homicídio doloso;
- 2024 (até setembro): 28 tentativas de homicídio;
- 2025 (primeiro semestre): 15 tiroteios registrados.
Essa escalada tem gerado preocupação entre moradores e lideranças comunitárias. A sensação de insegurança tem impactado o comércio local e a mobilidade urbana.
Repercussão nas redes e entre autoridades
O caso rapidamente se espalhou nas redes sociais, gerando indignação e pedidos de ação policial. Hashtags como #JustiçaParaOAdolescente ganharam destaque no Twitter e no Instagram.
O prefeito de Salvador, em entrevista, prometeu reforçar o patrulhamento nas áreas vulneráveis. Já o governador da Bahia sinalizou a criação de uma força-tarefa para combater o crime organizado na capital.
O que está sendo feito agora?
A Polícia Civil abriu inquérito para apurar a autoria e a motivação dos disparos. Equipes de investigação forense analisam as imagens de câmeras de segurança da região.
Organizações da sociedade civil pedem maior presença do Estado e programas de prevenção ao uso de armas. Enquanto isso, a comunidade aguarda respostas concretas e a recuperação do adolescente.
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