Alckmin admitiu que o governo federal pode estender o subsídio ao diesel por mais 12 meses. A declaração foi feita em entrevista à imprensa nesta terça‑feira, gerando expectativa sobre a política de preços dos combustíveis.

O benefício, que reduz o preço do diesel em até 0,30 real por litro, está previsto para terminar em junho. Sua prorrogação poderia evitar um salto de 10% nos custos de transporte.

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Para o setor de logística, a manutenção do subsídio significa preservação da margem de lucro. Transportadoras e caminhoneiros tem temido o efeito cascata nos preços de alimentos e produtos industrializados.

Qual o custo para o Tesouro?

Segundo o Ministério da Fazenda, a extensão do apoio pode representar um gasto adicional de R$ 12 bilhões. O valor será absorvido pelo orçamento primário, pressionando a meta fiscal.

  • 2024: gasto de R$ 9,5 bi com o subsídio.
  • 2025 (projeção): R$ 10,8 bi sem prorrogação.
  • 2026 (cenário com prorrogação): R$ 12,0 bi.

Comparado ao déficit de 1,5% do PIB, o aumento de R$ 2,5 bi equivale a 0,12 ponto percentual. Embora pareça pequeno, ele compete com investimentos em saúde e educação.

Analistas apontam que o governo pode compensar o gasto com aumento de arrecadação de ICMS sobre combustíveis. A estratégia, porém, depende da aprovação de reforma tributária no Congresso.

Para o consumidor final, a extensão do subsídio pode conter a alta dos preços nas bombas. A projeção é que o diesel fique 4 a 5 centavos mais barato por litro em relação ao cenário sem apoio.

O que dizem os especialistas?

Economistas da Fundação Getúlio Vargas alertam que o benefício tem efeito temporário. "Ele alivia o bolso agora, mas não resolve a estrutura de custos da cadeia produtiva", afirma a professora Ana Ribeiro.

Já o Banco Central destaca que o apoio pode frear a pressão inflacionária. O índice de preços ao consumidor (IPCA) poderia subir 0,2 ponto percentual a menos se o diesel permanecer subsidiado.

Investidores reagem positivamente nas bolsas. As ações de empresas de transporte e agronegócio registraram alta de 1,8% nas negociações da manhã.

Entretanto, críticos apontam risco de "armadilha fiscal". Manter o subsídio por tempo indeterminado pode criar expectativa de permanência, dificultando ajustes futuros.

Entenda o que muda no seu bolso

Para o caminhoneiro autônomo, a prorrogação pode significar economia de até R$ 300 por mês. Esse valor pode ser destinado à manutenção do veículo ou à compra de combustível.

Pequenos produtores rurais também se beneficiam, já que o custo do diesel impacta diretamente o preço dos insumos. A margem de lucro em commodities como soja e milho pode ser preservada.

Se o subsídio for revogado, o aumento do diesel pode elevar o preço dos alimentos em até 2%. O efeito se traduz em R$ 15 a mais na cesta básica mensal de uma família de quatro.

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